Análise dos Fenômenos Parafísicos
 


É claro que há muitos truques. Deve ser sempre a primeira hipótese, mesmo com numerosa platéia observando. 

  
        O grande pesquisador Pe. CARLOS MARIA HEREDIA S.J. percorreu o mundo demonstrando que pessoas inteligentíssimas e cultíssimas não pegam truques singelíssimos:

 PE. HEREDIA tirando em público a um voluntário a camisa sem tirar o casaco, e a gravata sem desfazer o nó.

Truques “singelíssimos”. Claro, para os conhecedores de mágicas. Para desmascarar charlatões exorcistas,espíritas e evangélicos, como o Pe. Heredia também eu na TV tirei a Jorge Saldaña a camisa sem tirar o casaco, e a gravata sem desfazer o nó.

E até jornais depois diziam que não foi truque senão aporte (fenômeno que eu mesmo havia explicado num curso de Parapsicologia no próprio México).
          
Muitos pesquisadores, como o Pe. HEREDIA, Pe. AMADOU, Dr. CARRINGTON etc., calculam que 98% - ou mais - dos fenômenos parafísicos em sessões de espiritismo são fraudes. Podem ser fraudes inconscientemente arquitetadas e inconscientemente realizadas, como também fraudes conscientes, mas irresponsavelmente realizadas por obsessão compulsiva.
        
ROBERT AMADOU geralmente esconde que é sacerdote para não inibir os psíquicos dos casos que pesquisava

Nos Pirineus franceses, Dom CONTAMIN em 1979 dando exorcismos contra o demônio. Atrás, da esquerda para direita, o excelente parapsicólogo Pe.. ROBERT AMADOU, sem usar distintivo nenhum de padre. Ao lado um policial e o parapsicólogo, habitual colaborador do Pe.  AMADOU. Por respeito ao Bispo ficaram quietos. Na porta as meninas, da família LEHORE, que se fizeram muito conhecidas por algumas pirogêneses.

E com os exorcismos a pirogênese piorou. As jovenzinhas, o policial, inclusive o Bispo, todos fugiram apavorados. Só os parapsicólogos Pe. AMADOU e seu ajudante se aproximaram e analisavam o fato detalhadamente.
         
A respeito do caso das duas fotografias anteriores, quatro detalhes importantes na análise dos fenômenos parafísicos:
         
1) Os piores casos de efeitos parafísicos ao longo da Historia foram por culpa dos exorcismos ou equivalentes. É uma sugestão muito forte e terrificante.
         
2) Apesar da fuga de todos, menos o fotógrafo habitual do Pe. HEREDIA, este e o colaborador aproximaram-se, sabedores de que a telergia de uma pessoa não pode agir sobre outra pessoa, só sobre si mesma, objetos, plantas e animais pequenos.
         
3) Este, e tantos outros casos semelhantes, são muito significativos. Fica claro o absurdo de atribuí-los aos demônios ou espíritos perversos de mortos..., pois não piorariam com os exorcismos ou equivalentes.
         
4) mas com o afastamento dos psíquicos acabam os fenômenos pois a telergia não age a mais de 50 metros.

       

A respeito deste caso da foto acima (como de muitos outros) afirmam e divulgam:
“Espíritas realizam fenômenos que a ciência não explica”.
Ora, para dobrar um disco sem rompê-lo, basta pô-lo ao sol (Não estou violando o segredo de mágicos, pois é mágica de crianças).  
        
Não tem sentido atribuir as fraudes a espíritos brincalhões ou perversos. Não são os espíritos dos mortos que trucam: não é um truque transcendente, por força superior ou diferente da do médium. O truque é feito pelo vivo. A mais importante lição da realidade tão freqüente dos fenômenos fraudulentos, inclusive ou precisamente nos melhores médiuns, é mostrar com luz meridiana que quem dirige a telergia e o ectoplasma é a vontade do vivo, do médium ou de algum dos presentes.


Àprocura do CLAP


          
A família de um caminhoneiro vivia no Ceará. Onze pessoas na casa humilde. O caminhoneiro ficava até quatro meses seguidos sem ver esposa e filhos. De CENILDA, acolhida como filha de criação havia cinco anos, não se sabe a idade. O caminhoneiro recolheu-a abandonada. Calcula-se que teria 17 anos, quando a pesquisa do CLAP.. Apresentava sinais de trabalho muito duro e de ter sido maltratada. Calada, muito tímida. Não combinava com ninguém da família adotiva, a não ser com SÉRGIO, 13 anos, retardado mental.
         
Uma noite constataram que na casinha, fechada, entraram pedras, areia... Os Aportes foram se multiplicando. Apareciam e desapareciam objetos.
         
Muitos objetos. Dentro dos armários fechados, roupas eram encontradas rasgadas. 
quebravam-se após os mais esquisitos vôos (telecinesia). A família nada pode ter que facilmente quebre: Mesmo os pratos e copos são de plástico.
          
A curiosidade dos vizinhos foi aumentando. Muitas pessoas observaram diversos fenômenos. Também vários jornalistas viram alguma telecinesia e algum aporte.
         
O povo dizia que a casa estava "mal-assombrada" (Poltergeist).

O Pe. GERMANO S.J. aconselhou à família procurar o Pe. QUEVEDO". Mas não seguiram o conselho inicialmente. Procuraram bênçãos de padres, exorcismos, e até, mesmo não acreditando em espiritismo, médiuns de terreiros de umbanda e de casas de espiritismo Kardecista. Nada adiantou.
         
Dias depois toda a família, com medo da “assombração”, fugiu a São Paulo. A “assombração" parou nesses dias.  Informados disso, voltaram... E reiniciou a “assombração”.
         
"Um dia, JOANA D'ARC, a mais velha das filhas, 18 anos, por fim procurou auxílio do Pe. QUEVEDO, do CLAP"
. Então o CLAP enviou o pesquisador SALVADOR GARCIA DORESTE, que constatou:
         
--- Preferentemente rasgavam-se as roupas de JOANA D'ARC.


JOANA D’ARC mostrando o lençol da cama, estragado à alguma distância por aporte de fogo (pirogênese)

--- Raras vezes apareceram também rasgadas de alto e baixo roupas da mãe.
         
Tudo indica que o consciente (primus) de CENILDA não sabia que estes vestidos eram da mãe, porque os usara JOANA D'ARC, que ficara sem roupas, de tanto aparecerem rasgadas as suas.
        
JOANA D'ARC inclusive, em emergência, usou duas camisas do irmão maior: depois de lavadas, apareceram também rasgadas no armário.

--- Todos os fenômenos de telecinesia e aporte, clara e até descaradamente, eram contra JOANA D'ARC, sem jamais atingi-la.
           
--- A inveja de CENILDA contra JOANA D'ARC era também clara e até sem dissimulo...
           
--- CENILDA nunca sentiu medo dos fenômenos, mesmo em meio ao pânico do resto da família.
           
É típico que o próprio agente até goste dos fenômenos. Definitivamente são fenômenos que respondem à sua própria vontade. Mesmo quando às vezes respondem a um desejo de autopunição ou autodestruição...
           
--- Todos os quadros e adornos já haviam  quebrado, mas não se quebrara nenhuma estatueta de santo.
            
É outro fato curioso e significativo: CENILDA, profundamente supersticiosa, tem medo de imagens de santos.
           
--- Nem se quebrou nenhum quadro ou fotografia onde apareça o pai da família, o caminhoneiro, quase sempre ausente, que se compadecera de CENILDA e a adotara...       
          
--- Um dia a mãe falou energicamente em defesa de JOANA D'ARC. Pouco depois se quebrou violentamente a janela do quarto da senhora.
           
Por tudo o dita, nada de ação de algum espírito.Claramente é a vontade do secundus de CENILDA. Ela inconscientemente queria prejudicar a família, sem que o consciente pudesse reconhecer a revolta: a agressão por meios parapsicológicos é a saída encontrada pelo inconsciente para evitar remorsos de consciência.
           
 --- Por exemplo, uma vez a mãe comentara com a família que "o espírito" bem que poderia acertar na loteria esportiva, ao menos como reparação de tanta animosidade e tanto prejuízo. Mas impossível preencher as cartelas. No dia seguinte apareceram quebradas todas as canetas da casa. Todos os filhos, menos SÉRGIO -retardado - e CENILDA, estudavam: antes abundavam as canetas.
           
--- Quanto mais tenso é o estado em que se encontra CENILDA, quando ela está mais desgostada ou mais revoltada, acontecem fenômenos mais freqüentes ou mais notáveis.
           
--- Após breve tratamento, CENILDA sarou.
           
Conclusão: neste caso -como em todos os anteriores- se pode fazer a psicanálise do que o Inconsciente quer manifestar. Vontade do vivo! Nada atribuível a espíritos de mortos!


Pirogênese e pneumografia


Às vezes, para o observador não-especializado pode ser difícil desvendar a vontade do inconsciente (secundus).
           
FLORINDA P. P., 30 anos, sofre porque o esposo "estava trocando-a pelos negócios". Ao menos deveria voltar para casa nos fins de semana.
           
Aquela noite, Sexta-feira, começava mais um fim de semana, e o marido ausente...
            
FLORINDA é perfeccionista. Sua casa parece uma tacinha de prata: sempre tinindo de limpa. Tudo bem arrumado. Precisamente por isso sofre porque seu único filhinho, 3 anos, ainda continua urinando na cama... E o cheiro...
            
Naquele Sábado de manhã, a empregada pusera no quintal, ao sol, o colchão do menino. FLORINDA estava uma pilha de nervos.
            
FLORINDA foi fazer o almoço. Fogo, óleo... "Bem que FULVINHO merecia uma palmada no bumbum"...

Quando a empregada foi revirar o colchão, gritou apavorada. Acudiu FLORINDA. O colchão estava manchado de óleo; houve fogo (pirogênese), no centro, onde deveria estar a mancha provocada pela enurese de FULVINHO. E a pirogênese deixara perfeitamente desenhada (pneumografia) uma palma da mão. Exatamente a forma e as medidas da mão de FLORINDA. Ela pôs a mão na marca. Não manifestou medo nenhum, contrastando com o pânico da empregada. Conservamos o colchão no museu do CLAP.
            
O muro era altíssimo, ninguém poderia haver entrado, muito menos sem ser visto, porque as duas mulheres ficavam na cozinha: a porta aberta e a janela davam para o pequeno quintal. As duas, diríamos, vigiavam-se mutuamente...
            
Logo visitas, amigos, vizinhos, curiosos: "É um espírito", "é alma penada".
            
A empregada identificou: “É (fulano de tal), que jurou acabar comigo com macumbarias".      
             
Alguém recorreu ao CLAP com uma relação ampla dos fenômenos descritos. E o CLAP enviou a pesquisadora MARIA CRISTINA BACKER para comprovar os fatos e transmitir a explicação.
            
FLORINDA, sozinha, não compreenderia nem aceitaria nunca suas próprias ações inconscientes. No colchão, quando recém colocado no pátio, o cheiro da enurese. Para tirar o cheiro e também como símbolo de sua irritação, fogo no colchão (pirogênese) como o fogo que acabava de acender na cozinha. O óleo, que estava usando, é o mesmo caído no colchão (aporte) para tirar o cheiro. Conscientemente (primus) não pode admitir o desejo do inconsciente (secundus) de bater na criancinha. E o inconsciente com ecto-colo-plasmia bateu e deixou a marca da mão no colchão!
           
Muito mais notável, mais significativo e de psicanálise mais evidente:

Uma esposa muito delicada. Não queria magoar ao marido, que roncava. O inconsciente (secundus) encontrou a solução. Pirogênese seletiva, só do lado onde dorme o marido, sem afeta-lo em nada, pois é baixo. E nada do lado da esposa. E pneumografia, inclusive um pouco queimada, do rosto de uma jovem da que suspeitava um pouco... E novamente: a mesma telergia que causava a pirogênese protegia o fundamental do colchão e da cama.

  
CARACTERÍSTICAS

            
FLORRIE, menina barulhenta e "atlética". Tinha dez anos. Inteligente e vivaz. Seu pai, advogado, e a mãe, em Kingstown, estavam aborrecidos pelas pancadas e outros barulhos (tiptologia) que se ouviam ao redor de FLORRIE. No começo suspeitaram, até amargamente, da filhinha. Depois a professora e os colegas do colégio também se queixaram. E a professora de música afirmava que o piano em freqüentes ocasiões dava fortes estalos quando a menina o dedilhava. Convencidos de que o truque era impossível, chamaram o professor BARRET, em cuja grande cultura confiavam.
           
O Dr. WILLIAM BARRET, Membro da Sociedade Real, precisamente a partir deste caso interessar-se-ia muito por parapsicologia, e nela terminaria adquirindo grande autoridade até hoje. Partiu do suposto de que todos os fenômenos parafísicos, se não fossem fraude - o que lhe parecia impossível em experiências realizadas por sábios bem conhecidos por ele, como CROOKES e MORGAN, tinham que ser alucinações.
           
Foi pesquisar pessoalmente. Durante várias semanas o casal M. C. e a filha FLORRIE ficavam na sua frente, bem visíveis mãos e pés, à plena luz. Logo se ouviram umas arranhaduras na madeira de mesa e das cadeiras. Depois, marteladas no assoalho. As pancadas tornaram-se mais fortes sempre que ensaiavam uma canção alegre. As pancadas acompanhavam engraçadamente o ritmo, e o mesmo as arranhaduras na madeira, com som semelhante ao do ranger de um violoncelo.
           
Entabulavam diálogo com as tiptologias. Iam pronunciando pausadamente as letras do alfabeto. Uma pancada precisa ia marcando as letras necessárias para formar as palavras das respostas. BARRET repetidas vezes colocou o ouvido nos locais de onde procediam as tiptologias e percebia nitidamente as vibrações rítmicas no interior da madeira. Às vezes, as pancadas se deslocavam a pedido. Um dia BARRET pediu que batessem bem perto dele, entre suas mãos postas acima e embaixo do tampo do velador. Foi atendido. E experimentou nitidamente a vibração da parede pelas pancadas entre suas mãos.
           
BARRET experimentava umas vezes ficando sós com FLORRIE, outras vezes na presença também dos pais, outras vezes pedia a colaboração de outras pessoas. Os fenômenos não eram afetados sistematicamente pelo número de pessoas - a única presença imprescindível era a de FLORRIE.
           
Assim BARRET viu ruir plenamente sua teoria de alucinação.

Quem  respondia?

Esse tipo de diálogo por pancadas, assim como outros métodos parecidos, é clássico nas alegações dos espíritas. Na realidade o fenômeno físico é realizado por energia física (telergia) dos vivos. Mas continua a pergunta: quem dirige essa telergia?

 O Dr. BARRET fez a pergunta nas suas experiências, as pancadas responderam, em várias sessões, que era um rapaz chamado WALTER HASSEY. E a Sra. C. informou que, às vezes, quando ia desejar “boa noite” à filha, sozinha no quarto, surpreendia-a conversando “com seu amigo”, que não estava lá. E o “amigo” respondia por pancadas.

Um dia BARRET e os pais de FLORRIE viram a mesa de 1,20 m de comprimento, pesada, inclinar-se sozinha, erguendo-se uns 40 cm de um lado. A pedido de BARRET, uma vez a mesa levantou dois dos seus pés, depois os outros dois, mantendo-se no ar durante segundos, a 20 ou 25 cm do solo. Em outra oportunidade a mesa, sem qualquer contato com nenhum dos assistentes, deslocou-se em marcha irregular.

 Espiritismo? A favor da interpretação espírita não se pode argumentar com a grande força física de algumas manifestações. Quanto mais difícil o efeito físico, mais motivo para atribuí-lo aos vivos! Qual seria a força física dos espíritos dos mortos que segundo o espiritismo não teriam corpo?

 Logicamente, como acontece em certas circunstâncias, a explicação tem que estar no “sistema alavanca" e aproveitamento das forças musculares e nervosas, exteriorizadas (telergia) de FLORRIE.

 Também pode ser necessário o efeito polipsíquico, pequena colaboração da telergia dos circunstantes.

 A análise dos fatos mostrou também ser verdadeira a lógica suspeita de que WALTER HASSEY fosse simplesmente personificação (prosopopéia) do inconsciente (secundus) de FLORRIE. Com efeito, o Dr. BARRET analisou várias respostas tiptológicas. Eram simples, alegres, ingênuas. Tal qual a personalidade da própria FLORRIE. Mais ainda, com o mesmo modo de construir as frases e com os mesmos erros de ortografia de FLORRIE. Portanto, irrefutavelmente, era ela quem dirigia a telergia.


4º) O AMBIENTE

Há algum fenômeno parafísico que seja exclusivo do ambiente espírita? Nenhum. Todos os historiadores da fenomenologia parapsicológica concluíram que todos os fenômenos são de todas as épocas, de todos os povos e de todos os ambientes. Portanto, humanos. Onde há homens há toda essa fenomenologia. E, logicamente, as interpretações foram e são muito diferentes, de acordo com as diversas civilizações. Os próprios mestres do espiritismo reconhecem-no.

Pretender, então, incorporar tudo às comunicações de espíritos de mortos é uma pretensão descabida.
             
Concretamente dentro da hagiografia católica (sem considerar agora os fenômenos SN, milagres), os fenômenos parapsicológicos de todo tipo são muito mais freqüentes e muito mais importantes do que nos mais destacados médiuns... E melhor comprovados. O grande historiador do grupo dos Bolandistas  e magnífico parapsicólogo da SPR ( “Sociedade de Pesquisas Psíquicas”, de Londres), Pe. HERBERT THURSTON S.J. fazia constar:

"No estado místico ocorrem realmente fatos irreconciliáveis com as leis comumente conhecidasna natureza
(isto é, fenômenos parapsicológicos EN e PN. Repito: não se refere aos SN)(...) e de tais fenômenos existem melhores provas (...) do que todas as que apresentaram os espíritas".
              
Tal constatação, indiscutível e indiscutida, na realidade é totalmente contra o espiritismo.
            
Mais ainda. Os espíritas, de acordo com sua doutrina, não podem negar que poderia haver intervenções e comunicações de “espíritos (?) de mortos superiores" como seriam JESUS CRISTO, NOSSA SENHORA, outros santos. Essas pretendidas intervenções e comunicações são mais numerosas, durante mais séculos, imensamente superiores às pretendidas intervenções e comunicações espiritóides. E não se atreveriam a qualificar como médiuns inferiores os grandes místicos católicos. Portanto estariam forçados, se tivessem um mínimo de lógica, a aceitar a doutrina católica e rejeitar e destruir assim a doutrina espírita, em muitíssimos pontos completamente diferente e até oposta à doutrina católica.
Mas a conclusão aqui visada é que estando os fenômenos presentes em todas as épocas e ambientes, e portanto humanos (prescindo, repito, dos fenômenos SN, milagres) o fato de serem muito superiores os fenômenos parapsicológicos EN e PN na hagiografia católica prova necessariamente que o diretor da telergia nos fenômenos parafísicos é o próprio homem vivo, não os espíritos dos mortos.

  
STANISLAWA TOMCZYK compreende a realidade


A inteligência prodigiosa de STANISLAWA TOMCZYK, a médium de fantasmas tão badalada pelos espíritas, não ficou atrás do grande JUNG na auto-análise. Ou melhor: o talento parapsicológico do seu inconsciente conseguiu explicar a realidade ao próprio consciente. Secundus tirou a máscara (prosopopéia) que inicialmente teve de usar para ser aceito por primus. Os “mestres” espíritas nunca conseguiram entender o que se encerra atrás das prosopopéias (por parafrenia, não aceitam a evidência).


STANISLAWA TOMCZYK em transe faz telecinesia de uma caixa de fósforos.
E o interessante é que ela pensava que o fazia com um cordel...


Igual para levantar uma tesoura, sob o rigoroso controle do professor J. OCHORIWYCZ e do Dr. SCHENCK-NOTZING.


Igual com MARGERY CRANDON ( e tantíssimos outros psíquicos)

Publica o pesquisador Dr. FARDWEL: "STANISLAWA não acreditava na interpretação espírita. Para ela os fenômenos parafísicos, tais como aporte de objetos, telecinesia, fantasmogênese etc., são produzidos por uma personificação (Prosopopéia) com os mesmos atributos que os espíritos guias. Mas STANISLAWA diz que essa personificação, que designa com o nome de 'pequena STASIA', não é um espírito desencarnado que transitoriamente regresse a nosso plano (...): 'vejo minha pequena STASIA (diz a médium ) como uma boneca do tamanho de uma menina muito pequena, com o cabelo solto, os olhos escuros e cheios de vida, sorridente, plena de doçura e amabilidade'. Segundo esta médium a pequena STASIA é uma entidade fluídica (ectoplasmática) derivada dela mesma, isto é, o duplo fluídico (telergia ou ectoplasma) de STANISLAWA. À pequena STASIA devem-se atribuir, também,  todas as surpreendentes ações que a presença do médium exerce sobre os objetos inertes" (Tiptologia, telecinesia, pirogênese, etc).


Conclusão


Desenho de NATANAEL LONGO DE OLIVEIRA para ridicularizar as supersticiosas interpretações dos fenômenos parafísicos das absurdamente chamadas “casas mal-assombradas” como se fossem devidos a bruxaria (meio apagada por ser antiga), a espírito de mortos (em destaque por ser a superstição mais difundida), a demônios (em desenho complexo porque   conceito de demônios é muito diversificado), Ets, larvas astrais etc.

            
Reproduzo as palavras de TIZANÉ, a respeito da evolução mental que mostra no seu livro sobre fenômenos parafísicos espontâneos. É muito significativo o título que o próprio TIZANÉ escolheu: "Diário das investigações ... por um incrédulo".
           
Descreve assim sua evolução: "O livro inteiro mostra as vicissitudes de um delegado de polícia que antes não acreditava na existência de faculdades parapsicológicas. Perante os fatos, não conseguindo pegar em flagrante os ‘malfeitores’, comprova que quase sempre os fenômenos estão em relação com adolescentes, e neles concentra suas suspeitas e observações. Não conseguindo pegá-los em flagrante vai comparando casos, arquitetando hipóteses, sopesando-as com as observações policiais, dirigindo a polícia em determinadas direções. Interroga como um consumado 'SHERLOCK HOLMES'. Revisa inclusive as hipóteses demoníaca, espírita etc. Até que descobre e aceita plenamente a existência de faculdades parapsicológicas dirigidas pelo inconsciente (secundus)de pessoas em estado alterado de consciência”.
         
Também o CLAP insiste na freqüência, mesmo na necessidade das fraudes, e na admirável habilidade em executá-las. Paradoxalmente podemos dizer que "não há que desconfiar do médium pego em truque, é necessário desconfiar do médium que nunca é pego trucando". Quem truca quando está em transe mostra que realmente está em mãos do inconsciente, e necessariamente recorrerá ao truque quando o fenômeno, que é essencialmente espontâneo, não surgir. Especialmente nas sessões de espiritismo, onde há expectativa geral do fenômeno. O médium que nunca faz truque, truca sempre, é um hábil mágico.
         
E, claro, a desmesurada propaganda de truques, às vezes vulgaríssimos, como fazem muitos espíritas, pastores exorcistas, etc. indica, se nem sempre sem-vergonhice, ao menos fanatismo doentio.

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