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Cura Parapsicológica?
Sensacional Polêmica
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Outro caminho? - A cura por meios parapsicológicos receberia o nome de para-iatria ou meta-iatria (raizes de para-psicologia ou meta-psíquica, e iatria do grego ´iatriké = medicina). Paraiatria (à margem da medicina) é termo preferível a Metaiatria (supramedicina), pelos mesmos motivos pelos quais os especialistas modernos preferem o termo Parapsicologia ao de Metapsíquica dos antigos. Etimologicamente o nome Paraiatria, nada mais afirma que um outro caminho de cura diferente do habitual em medicina. Parapsicologicamente pode-se desencadear a atividade do psiquismo? Existe a cura por força parapsicológica ?
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A cura da "bicheira" - A cura "mágica" (?) da bicheira (mitase) do gado, é um fato testemunhado por inúmeras pessoas e confirmado por observações científicas, como tantas outras vezes, a "Microparapsicologia" ou escola norte-americana de Parapsicologia, está fora dos trilhos. Resume o Dr. Rhine, o mais destacado e fundador dessa escola: "Há ainda um caso, talvez o mais estranho desta série estranha. Entre todos esses efeitos orgânicos de ordem médica (...) não há nenhum que pareça mais interessante, do ponto de vista científico, e mais fecundo do que a velha arte, simples e sem elegância, de expulsar as verrugas e outras excrescências da pele dos animais de fazendas. Não parece convincente supor que só a sugestão possa retirar uma excrescência do animal como, segundo consta, os encantamentos retiram as verrugas dos humanos. No caso do animal é necessário, manifestamente, uma ação psicofísica direta sobre a excrescência mesma. Se os relatos justificam finalmente a conclusão científica precisa de que o curador é verdadeiramente o agente efetivo, então, estes fenômenos são casos de psicocinesia".
Que disparate! Psicocinesia (PK), ação extrasensorial sobre a matéria, fenômeno que só existe na imaginação da "Microparapsicologia".
O próprio Rhine conta em outro livro um exemplo de cura da bicheira:
"Uma das mais respeitadas pessoas de minhas relações, uma senhora responsável e culta, conta que sua família ficou impossibilitada de vender uma novilha puro-sangue, por tantas verrugas que nela nasceram. Um indivíduo da localidade, afamado como capaz de fazê-las desaparecer, deu ao tratador algumas palavras que deveria pronunciar enquanto alimentava a novilha... E dentro em pouco as verrugas desapareceram. Bastante rapidamente para impressionar a família, embora não se tivesse realmente conscientizado do tempo decorrido".
Por que cura? - Prescindimos de muitos casos em que a bicheira cai espontaneamente: a bicheira tem seu tempo para se desprender. Um vaqueiro e curandeiro observador e espertalhão encontra o modo de realizar seu ritual, precisamente quando prevê que a bicheira amadureceu e vai cair, e encontra mil desculpas em outras oportunidades. É uma primeira explicação para alguns casos.
Mas o fato é que, outras vezes, alguns curandeiros curam a mitase. Será que a vaca acostumada a obedecer ao homem, ao dono animado pelo curandeiro, anima-se e ativa as defesas do próprio organismo? É uma possível explicação, rara para outros casos, com vacas "de estimação".
Mas, não basta: como dizia Rhine, "parece difícil atribuir o efeito à sugestão"..., ao menos, acrescentamos nós, em casos de cura de bicheira em gado meio selvagem que pouco ou nada obedece... É necessário, da análise dos fatos, concluir por algum influxo energético do curador (não PK, senão telergia, fenômeno do qual a Microparapsicologia não conhece nem o nome).
Pesquisa - Os parapsicólogos da "Society for Psychical Research" de Calcutá, após um rigoroso estudo, chegaram às seguintes conclusões 1º) Nem todas as pessoas podem curar a bicheira; 2º) O curador tem um dom especial, inalienável. Se pretender ensinar o "modus operandi" a cinqüenta pessoas, talvez uma só ou nenhuma conseguirá êxito; 3º) A cura independe totalmente dos meios empregados.
Cada curador tem seu próprio ritual, às vezes dos mais absurdos. Com efeito, nós temos comprovado que uns recortam a pegada da vaca no céspede e lhe dão a volta; outros cortam uns pedacinhos dos pêlos da cauda e os enterram; outros pegam a babosidade da boca do animal e parte introduzem na orelha esquerda da vaca e parte queimam; uns sussurram fórmulas misteriosas e supersticiosas do mais baixo espiritismo na orelha da vaca; outros, naquele dia, vão à Missa e rezam o terço para ainda recitar outras orações raras e absurdas na presença do animal; há quem de inumeráveis passes sobre todo o corpo da vaca; outros impõem a mãos sobre a bicheira, etc.
Às mesmas conclusões, há já bastante tempo, em 1898, chegara um médico brasileiro, Dr. A. Felício dos Santos, após pesquisar o caso da cura da bicheira nos campos de Minas Gerais. Além do mais, realizou um amplo inquérito obtendo inúmeras respostas de fazendeiros e veterinários de todo o Brasil.
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Curandeirismo e Umbanda. É claro que a criancinha não se ugestiona, mas a mãe fica convencida... e quando acudir ao médico pode já ser tarde.
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A telergia - A telergia pode murchar uma planta ou matar uma animalzinho. Evidentemente explicarmos este poder sobre animais pequenos e plantas. devemos deixa-lo para outra oportunidade, ao estudarmos o popularmente chamado "mau olhado".
No homem - O caso da cura de mitase pode servir- nos de introdução à análise dos diversos hipotéticos modos de cura parapsicológica no homem.
Devemos distinguir quatro hipóteses teóricas de influência parapsicológica no campo do curandeirismo:
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1) Influxo energético, influência física (telergia, extranormal, EN) do curandeiro agindo na presença do doente.
2) Influxo espiritual, influencia extra-sensorial (PK, paranormal, PN) do curandeiro agindo independentemente do tempo ou da distância do doente.
3) Influência do próprio doente sobre o próprio organismo, sendo estimulado à distância, no tempo ou no espaço, pelo curandeiro.
4) Influência do próprio doente sobre seu próprio organismo ou doença, sendo a presença do curandeiro e seu influxo uma espécie de catalisador ou estímulo dessa atividade.
PRIMEIRA HIPÓTESE
Influxo energético do curandeiro agindo na presença do doente. O curador exterioriza uma energia (telergia), transformação da própria energia orgânica.
É evidente que se algumas pessoas podem matar animais pequenos com a sua telergia, também podem curar a "bicheira" da vaca, matando esses bichinhos ou fazendo-os cair (telecinesia). A telergia pode atuar sobre a "bicheira" da mesma maneira que golpeia (tiptologia) ou movimenta objetos (telecinesia). Acreditamos que todas as inumeráveis provas que se aduzem para demonstrar a existência da telergia, tiptologia e telecinesia, são outras tantas provas incontestáveis do possível influxo parapsicológico sobre a "bicheira".
Ora, pode acontecer algo análogo com o homem? Tema complicado. Iremos por partes.
Nas plantas e na carne - Entre as numerosas experiências que têm demonstrado que alguns psíquicos (nome dado às pessoas que manifestam fenômenos parapsicológicos) podem influir mediante sua telergia sobre animais pequenos e plantas, algumas podem nos orientar no tema do curandeirismo no homem por telergia.
Assim, por exemplo, os Drs. Clarac e Llaguet comprovaram que uma senhora, Da. Rosália Cataldo, podia mumificar tecidos vivos com a imposição das mãos, sem tocá-los. De 15 a 20 minutos demorava ela em dissecar flores, conservando-se a cor aderência das flores ao talo. Enquanto os outros sucos de uva, usados como comparação, se alteravam em três dias, o suco idêntico sobre o qual ela colocava as mãos se mantinha sem fermentar. Em 13 dias dissecava moluscos, ou pelo contrário, conservava pescados sem que perdessem suas cores naturais. Órgãos extraídos de animais, principalmente o fígado e o baço, conservava-os sem putrefação e sem cheiro nenhum. Sangue de coelho ficou vermelho durante 21 dias, secando-se depois sem nenhuma putrefação, ficando os glóbulos inalterados na forma ao exame microscópio. Deteve imediatamente a putrefação iniciada de um canário, mumificando-se o cadáver em cinco dias.
O prestigioso pesquisador e diretor do "Institut Métapsychique Internacional" de Paris, Dr. Gustavo Geley, verificou estas experiências. Pessoalmente constatou que inclusive sem evisceração, animais relativamente grandes se conservavam tão perfeitamente, após a imposição repetida das mãos da psíquica, que se podiam empalhar. Verificava-se que os parasitas microbianos eram destruídos indiretamente, pela resistência dos tecidos.
Faculdades parapsicológicas, como mera possibilidade, sem manifestações, todas as pessoas têm. Nesse sentido são faculdades normais. Emissão de telergia num grau ao menos ínfimo todo o mundo pode manifestar, ao que parece, alguma vez.
Uma experiência que às vezes pode ter êxito. O leitor poderá repeti-la. Escolhe-se um pedaço de carne crua. Impõe-se-lhe as mãos durante um par de minutos (ou mais, segundo os resultados), de forma que as extremidades dos dedos, inclinadas sobre a carne, fiquem a uma distância de um centímetro dela. Renovando-se a operação por 5, 6 ou mais vezes por dia, se necessário, observar-se-á que o pedaço de carne escurece, seca e pode depois ser conservado quase \indefinidamente. Outros pedaços de carne idêntica, não submetidos a este processo, entrarão em putrefação. Nem sempre se obtém êxito...
Nos animais - Os Drs. Bernard Grad, Remi Cadoret e G. I. Paul realizaram um interessantíssimo trabalho sobre a ação da telergia exteriorizada por um homem simples que mediante a imposição das mãos, "curava" feridas cirúrgicas feitas num grupo de 300 ratos brancos de laboratório.
O parapsicológico não é comum: os resultados foram esporádicos. Mas indiscutivelmente provatórios.
As pesquisas foram realizadas em trabalho conjunto por parapsicólogo do Departamento de Fisiologia da Universidade Mc. Gill, de Montreal.
Ora, à vista desses fatos, não se pode esperar que a telergia possa curar doenças do homem? Interessante pergunta.
Voltamos assim ao tema do "magnetismo". Mesmer acreditava que as "curas" e convulsões prévias se deviam ao "magnetismo" ou "fluido", que, dirigido pelo magnetizador e emanado pelas pontas dos dedos, atuava sobre os nervos do paciente e, indiretamente, sobre qualquer parte do organismo.
O mesmerismo na antigüidade. As teorias e práticas que Mesmer pretendeu elevar à categoria de arte terapêutica regular, sempre se tentaram utilizar.
Entre as descobertas do antigo Egito, encontram-se, sobre o muro de uma habitação, hieróglifos que se referem à arte de curar: vê-se um sacerdote em atitude de "magnetizar" um paciente por meio de passes.
Segundo Ennemoser, o "magnetismo" era praticado nos templos de Ísis, de Osíris e de Sérapis. Os sacerdotes da época praticavam a imposição das mãos com intenção terapêutica.
Na Ásia parece que desde a Antigüidade até nossos dias se utilizou o "magnetismo".
Paracelso (1493-1541) e Van Helmot (1577-1644), entre outros, conheciam o "magnetismo" na Medicina.
Na antiga Roma existiam "tocadoras", certas mulheres especiais que tocavam ou passavam as mãos suavemente sobre a parte doente para aliviar o paciente. Não se tratava em absoluto de meras massagens.
Caso parecido seria o costume universal de que a mãe, uma pessoa sadia, ou o próprio doente ponha a mão sobre a parte dolorosa...
Tratando-se de terapia empregada mais ou menos regularmente, é evidente que não se tratava geralmente de "magnetismo", de telergia, de força parapsicológica e sim de sugestão e outros fatores psicológicos. Assim foi demonstrado, nascendo o hipnotismo.
Mas, alguma vez, esporadicamente, poderia haver emissão e cura por telergia? É o tema que aos ocupa.
A origem de um mito - "O rei te toca, Deus te cura" tem sido um "slogan" e uma prática que alcançou muito prestígio durante séculos.
Suas origens são muito antigas. Plutarco conta que o rei de Épiro "curava" cólicas e doenças do baço fazendo que o paciente deitasse, de costas, e então o rei passava o dedo gordo do pé sobre as costas do supersticioso súdito. O paciente, cheio de fé e emoção, "sarava"...
Também o historiador Célio Espartanus atribui costume e façanhas semelhantes ao imperador Adriano.
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