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| Nada valem os argumentos do ritual romano |
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FOI COPIA. Todos os pretendidos argumentos de possessão demoníaca, o Ritual Romano os copiou, quase ao pé da letra, do que publicara em 1619 Maximiliano van Eynatten e depois incluído no Thesaurus Exorcismorum editado em 1626:
“Tais argumentos podem ser: --Falar línguas desconhecidas com certa fluência, ou entender a quem as fala (Xenoglossia). -- Manifestar coisas distantes e ocultas (HIP, Hiperestesia Indireta do Pensamento, EN, extranormal; e PG, Psicognose, PN, paranormal). -- Mostrar forças superiores à idade ou condições da pessoa (Sansonismo). -- E outros fenômenos deste gênero que quantos mais concorram, maiores provas constituem”.
Entra em cheio no objeto específico de estudo da Parapsicologia..., Sem nada conhecer das suas descobertas!
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“SE EXISTISSEM” Ainda hoje certas pessoas, cultas, mas também totalmente desconhecedoras das descobertas da Parapsicologia, resistem a aceitar que realmente tenham existido alguma vez esses fenômenos assinalados pelo Ritual Romano, fenômenos hoje chamados parapsicológicos. Não discutirei agora esta prova de preconceito em muitos cientistas, não interessa para a finalidade destes artigos: Se tais fenômenos não existissem, não poderiam constituir um argumento de intervenção demoníaca!
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O prêmio Nobel em fisiologia, Dr Charles Richet consagrou muitos anos no final da sua vida a observar e analizar os fenômenos parapsicológicos. Concluiu, que fora dos milagres divinos, as forças materiais e espirituais do próprio homem são as causas desses fatos, e que a hipótese demonológica é absurda, só sendo mais absurda ainda a hipótese espírita. |
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Já dizia um dos pioneiros da Parapsicologia, o Dr. Charles Robert Richet, Prêmio Novel em Fisiologia: para explicar esses fenômenos (e ele os considerava como fatos absolutamente inegáveis) “há três hipóteses’’:
“Primeira: são os mortos, cuja consciência... continuou a existir sem subtrato material. Tal é a hipótese espíritas, que me parece a menos verossímeis”.
“Segunda: há... demônios que, poderosos mecânica e psicologicamente, intervêm nos assuntos humanos” (Embora logicamente considerasse essa hipótese de demônios menos inverossímil que a absurda hipótese espírita, compreende que também estava cheia de contradições e dificuldades, pelo que a terceira hipótese) a admitem como “manifestamente preferível às outras duas”:
“Terceira: a capacidade humana, alma e corpo, é suficientemente poderosa para produzir essas manifestações... que nos deixam estupefatos”.
Entre parênteses: Richet conhece fatos que superam qualquer imaginável explicação natural, os fenômenos SN, Supranormais, milagres de Deus. Não emprega, porém, a palavra milagre nem cita a Deus como seu autor, sem dúvida para não se indispor com o materialismo da ciência estabelecida, preconceituosa, míope, que nega os milagres sem nunca have-los estudado. |
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Mas astutamente alude a uma quarta hipótese: “Quarta:, a hipótese desconhecida, hipótese que não sei formular” (ou menos astutamente e mais exatamente seria dizer: porque não vem ao caso, em demonologia). Fecho o parêntese.
DETALHE IMPORTANTE. Não há dúvida de que a crença na possessão demoníaca entrou no mundo cristão devido aos casos descritos nos Evangelhos. A Igreja elaborou os argumentos para diagnosticar a possessão. O “curioso” é que os Evangelhos não orientam na escolha dos argumentos do Ritual Romano, e os argumentos do Ritual talvez não sirvam para nenhum dos casos evangélicos. Xenoglossia (= falar ou entender línguas desconhecidas) não aparece em nenhum “endemoninhado” dos Evangelhos. Sansonismo talvez serviria só para o “endemoninhado” de Gergesa. A adivinhação (HIP ou PG) não se aplica (ou nada se diz nos Evangelhos), aos “endemoninhados” surdos e mudos. De nada servem os argumentos do Ritual também não para os “endemoninhados” epilépticos ou “lunáticos”. Etc.
Por tanto, segundo o Ritual os “endemoninhados” dos Evangelhos não são endemoninhados Portanto tais argumentos nada valem: seria contraditório.
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OUTRO DETALHE IMPORTANTE. Os fenômenos ao longo da história atribuídos ao demônio, são menos freqüentes e bem menos maravilhosos do que esses mesmos tipos ou classificações de fenômenos acontecidos em outros ambientes, mas sem conotações demonológicas. Alguns fenômenos especiais de efeitos físicos como a levitação, a psicofonia, todas as divisões da ectoplasmia, a escotografia etc. constituem a empolgação ou paroxismo da manifestação parapsicológica, enormemente mais maravilhosos e mais numerosos dos que foram, e são!, Atribuídos ao demônio tão supersticiosa e mesmo hereticamente...
Mas também alguns destes tipos de fenômenos foram considerados demoníacos por alguns exorcistas, embora em manifestações pouco empolgantes...Terei que apresenta-los, oportunamente, em outros artigos sobre demonologia.
E também alguns demonófilos (amigos do demônio. Ironia minha) contentam-se com fenômenos, “geralmente naturais”, quando parecem, a eles!, Um tanto “mais notáveis”.
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O grande parapsicólogo alemão Dr. Hans Bender ('a direita, com óculos), catedrático de Parapsicologia na Universidade de Freiburg, ouvindo de Gerard Croiset que adivinhara detalhadamente o longo itinerário de m assassino, e assim a polícia o localizou. Segundo os demonófilos, claramente revelação demoníaca(!?). |
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Assim o Pe. Giovanni Battista Alfano considera que “à luz dos conhecimentos modernos (De fato ele geralmente mostra bons conhecimentos de Parapsicologia) podem-se reter como sendo certos, reconhecidos pelas pessoas cultas, os sinais do Ritual Romano (Se são sinais, como podem ser certos?) quando são mais notáveis”.
E o Pe. Alfano apresenta como sinais certamente (?!) demoníacos os “deslocamentos da pessoa a distâncias notáveis (Nenhum pretenso endemoninhado fez tal autotransporte. Na Bíblia e no Catolicismo sim há bastantes desses milagres, SN) e aportes extraordinários”.
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