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| Nada valem os argumentos do ritual Romano |
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Em todas as classificações de fenômenos parapsicológicos há os EN ou PN, e os SN, estes são fenômenos extremos, superioridade meridiana. Como “aportes extraordinários”, por exemplo, o aporte de alimentos (criação) em grande quantidade que numerosos santos conseguiram de Deus imitando (até superando) a Jesus quando fez o “aporte extraordinário” de pães e peixes para alimentar numa oportunidade 5.000 e em outra oportunidade 10.000 homens, sem contar as mulheres e as crianças --que os “caluniadores” dizem que não se alimentam do ar--, até se fartarem e ainda sobrando em grande quantidade.
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Mas até teólogos, “hipnotizados” por essa ciência míope, materialista, caem na tolice de querer “explicar” o fato pela partilha. E os outros fatos até superiores alcançados por numerosos santos?
Ora, nenhum SN aconteceu em ambiente demoníaco, só em ambiente divino, bíblico e católico. Analisar o ambiente pertence à ciência.
Igualmente considera sinal certo (?!) de possessão “a xenoglossia quando é mantendo diálogo com outros..., e quando há reações a exorcismos ditos em línguas desconhecidas pelo paciente”. Também por isso o Pe. Alfano recomenda “desafiar o paciente a traduzir algumas frases do Ritual” (que são em latim).
Considera também sinais certos (?!) quando o conhecimento de coisas ocultas é “clarividência muito destacada” (O que entende por “muito destacada”? Porque o Pe. Alfano monstra ter bom conhecimento de Parapsicologia, suponho que se refere a Pcg, com muita antecipação. Sim, a Pcg bíblica e de muitos santos foi com séculos de antecedência, claramente SN. Enquanto que a Pcg natural, PN, nunca supera o prazo existencial, como máximo com um só século de antecedência). “E agitações graves em reação pela presença de relíquias sem que os pacientes as vejam”.
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Desenho bem simples para representar o incomensurável aporte (criação) de pães e peixes realizado por Jesus. |
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A força do preconceito! Não estivesse claramente sugestionado pela demonofilia secular dos teólogos, o bom parapsicólogo Pe. Alfano não cairia em tamanhas contradições. Fora do ambiente divino, considera demoníaca a “clarividência muito destacada”, o que evidentemente significa que não considera demoníaca a clarividência com pequena antecedência, Pcg PN; como também não com pouca distância, HIP sobre pessoas que estão presentes. Certo.
Como, pois, pode não perceber que o pretenso endemoninhado possa manifestar xenoglossia “mantendo diálogo”, simplesmente por HIP, adivinhando o pensamento do exorcista? O mesmo preconceito: “Quando há reações a exorcismos ditos em línguas desconhecidas pelo paciente”. Não percebe que basta HIP sobre o exorcista? Recomenda “desafiar o paciente a traduzir algumas frases do Ritual”: novamente não percebe que basta o HIP sobre o exorcista? Igualmente, para quê essa precaução das relíquias “sem que os pacientes as vejam”, dado que o exorcista o sabe? Esta tolice tão freqüente nos demonófilos, já foi refutada no ARTIGO “Sansonismo e Hierognose”. Com perdão do estimado Pe. Alfano, realmente doentio tamanho preconceito!
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O papa mais sábio da história, Bento XIV, Próspero Lambertini |
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“RECOLHENDO VELAS”. Antigamente se dizia: “Argumenta obsidentis daemonis sunt” = “São argumentos de possessão demoníaca”. Mas já na primeira publicação do Ritual Romano empregou-se o termo signa = sinas, indícios.
O insuperável sábio Bento XIV escreve: “Tireo avisa que entre os sinais de obsessão, alguns são certos, alguns incertos, e alguns mais prováveis”. – Além do que sinal e certo são termos que se excluem, fica claro por todo o contexto que Bento XIV cita Tireo precisamente para inculcar que os sinais não oferecem certeza.
No final do século XVII Tireo já rejeitava como sem valor nenhum muitos outros sinais que antes se consideravam válidos para diagnosticar a possessão, tais como “levar uma vida pervertida”, “fazer pacto com os demônios”, “reconhecer-se possuído” etc.
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E MAIS MODERAÇÃO. Em edições antigas estava escrito “signa sunt” = “são sinais”. Mas alguns anos mais tarde trocou-se por “signa esse possunt” = podem ser sinais, talvez sejam sinais.
E mais moderação. No inicio do parágrafo se acrescentou uma advertência muito séria: “Em primeiro lugar não creia facilmente que alguém está possuído pelo demônio” (“In primis ne facile credat aliquem a daemonio esse obsessum).
E mais ainda. Na moderna edição do Ritual, de 1952, a Igreja introduziu mais uma modificação que me parece significativa. Antigamente já se advertia: “Tenha presente esses sinais com os quais o possesso se diferencia daqueles que sofrem de melancolia ou outra doença”. Agora se especificou: “Alguma doença, principalmente das psíquicas”.
É muito significativo, porque o termo psíquicas deve entender-se em sentido mais amplo que meramente psicológicas. Os entendidos sabem que é sinônimo de parapsicológicas. Por exemplo, em quase todos os países existem as “filiais” da Society for Psychical Research = Sociedade de Pesquisas Psíquicas. São sociedades de Parapsicologia.
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E ainda mais. Foi proibido sob pecado grave, administrar os exorcismos sem licença expressa do bispo da Diocese, e só um exorcista oficial, escolhido por seus conhecimentos e com consulta a outros especialistas.
RECONHECIDO inclusive por teólogos, os teólogos que têm profundos conhecimentos de Parapsicologia. Denunciam “a precariedade dos sinais” contra o escasso conhecimento de Psicologia e Psiquiatria e menor ainda de Parapsicologia geralmente reinante entre seus companheiros teólogos. Citamos em destaque Claeys-Boüaert, Philippeau, Maquart, Tanquerey, Dalbiez... O genial e cultíssimo parapsicólogo Mons. Alois Wiesinger suplica à Igreja que os sinais do Ritual Romano “devem ser modificados de acordo com o estado atual da ciência”. Melhor que modificados, deveria dizer suprimidos.
E assim foi. Pio XII suprimiu a ordem de exorcista. Todos os padres que não somos muito jovens recebem a ordem menor de exorcista... Hoje, nenhum.
E mais, no novo Ritual, publicado em 1984, não aparecem sinais, nem rito nem fórmula alguma de exorcismos para endemoninhados.
CONCLUSÃO. O cabeçalho de hoje sirva como conclusão destes oito últimos ARTIGOS e seus correspondentes DIÁLOGOS COM OS INTERNAUTAS sobre possessão demoníaca: “Nada valem os argumentos do Ritual Romano”.
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Caso celebérrimo. William Lily, om dez anos de antecedência vaticinou o incêndio pavoroso que Londres sofreu em 1666. E assim salvaram-se inumeráveis vidas.O demônio seria tão caridoso?! Como testemunho de agradecimento, esta pintura representando a Lily, conserva-se no Asmolean Museum de Oxford. |
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