Mais Lições da "Discordância Radical"

Teosofismo...
Helena Petrovna Blavatski (ou HPB, sigla da fundadora e guia do teosofismo) afirmava, entre outras versões e intencionais mentiras!, que recebera a "doutrina secreta" por psicografia ditada por dois mahatmas, mestres tibetanos já falecidos.

Os elementares, fadas, gnomos... regeriam a natureza. Miniatura
de 36mm.

Neste ponto da pretensa revelação pelos mais altos espíritos dos mortos, teosofismo e espiritismo coincidem.
O teosofismo apresenta-se como a "verdade absoluta", pretende estabelecer "a pedra angular das futuras religiões da humanidade".

&& Religião (de religare ) é a relação criatura-Criador. Como o Teosofismo poderia ser religião se nega a existência pessoal de Deus?!. São panteístas e portanto, ateus.

Pela convicção e pelo ateísmo prático, o teosofismo se identifica com diversos tipos de espiritismo.

-- E como o espiritismo, o teosofismo está seguro de ser, através de HPB, o único caminho reto de revelação mediúnica dos espíritos superiores, "elo puro e abençoado entre os seres do Alto e os da Terra".

A doutrina "revelada" (?) pelos mahatmas é completamente diferente da doutrina do espiritismo. Os teósofos desprezam os espíritas de todo tipo considerando que eles são miseravelmente enganados pelos "elementares", seres inferiores, do plano astral que nem espíritos são.

... e tantos outros
Repetir-me-ia monotonamente se apresentasse singularmente outras seitas espíritas como os rosa-cruzes, os cabalistas, os san-martinistas, os neognósticos, os albigos, os "verdadeiros valentinistas", etc, etc., etc.

Já no "Congresso Internacional do Espiritismo" de Paris em 1889, fizeram-se presentes os representantes dessas seitas do alto espiritismo. Em todas e cada uma delas a mesma certeza de serem os únicos que recebem de primeira mão a revelação do alto mundo espiritual. E não obstante, estes espíritos não só pela doutrina, mas também pela origem e características, são completamente diferentes dos mahatmas, dos pré-adamitas, dos caboclos e pretos-velhos, dos exus e orixás, e completamente diferentes das entidades que se comunicariam aos kardecistas e a tantos outros ramos do alto espiritismo.

Também no citado Congresso Internacional de Espiritismo participaram legitimamente, pois haveriam recebido a doutrina dos espíritos superiores, e com eles estariam em comunicação, numerosos outros espiritismos, ramos desmembrados do ocultismo, da cabala, do martinismo, dos rosa-cruzes, do teosofismo, do faquirismo, e outros vários nomes do alto espiritismo com conotações e influência oriental.

Pois bem, os "espíritos superiores" orientais não concordam com os ocidentais.

--- Segundo os espíritas de influência budista -e segundo o budismo milenar -, os "espíritos" dos mortos nenhum ou muito pouco tempo teriam para comunicar-se com os vivos. Porque a reencarnação seria ou imediatamente, no instante da morte, ou no máximo após 49 dias, tempo em que os "espíritos" estariam num estado intermediário (bardo). Acontece, porém, que o bardo pouco ou nada poderia revelar de sensato, precisamente porque no bardo os "espíritos" dos mortos, muito desorientados, não teriam possibilidade de entender coisa alguma...

Ou reencarnação imediata, ou bardo. E há muitos espíritas por todo o mundo com essas teorias! Como poderiam receber a doutrina dos "espíritos"? Como poderiam receber essa mesma crença nesse "além"? Só a total falta de lógica de todos os tipos do fanatismo espírita não os impede de ser espíritas!

-- Os espíritas do Japão acreditam desde tempos imemoriais que seus antepassados, espíritos familiares, geralmente considerados como "espíritos superiores" e bons, só vêm à Terra uma vez por ano, para rever seus lares. Precisamente na noite do 13º dia do 7º mês do antigo calendário.

&& Mesmo que só fosse por essa doutrina, o alto espiritismo do Japão já seria completa refutação das pretensas freqüentes revelações de tantos outros ramos do espiritismo.

"Espíritos Superiores" católicos?

-- Cinco anos após os acontecimentos com as irmãs Fox, no primeiro livro de destaque publicado pelos espíritas (Lights and Sound", de Henry Spicer, Londres), o teor geral das manifestações dos espíritos na Inglaterra e EUA era simpático ao catolicismo.

Á pergunta "qual é a verdadeira religião?", a resposta mais freqüente dos "espíritos superiores" era do tipo: "Nenhuma é perfeita, mas a Igreja Católica é a mais próxima à realidade".

-- Stainton Moses, o grande líder nos princípios do espiritismo, declarou que seu "espírito guia" principal era nada menos que o do profeta Malaquias, que o foi orientando para a Igreja Católica:

"Durante essa fase de tua crença religiosa nós tínhamos dirigido teus estudos para a história daquela falange de pessoas que creram em Cristo (Messias, Deus...). Leste seus livros, vieste ao conhecimento do seu Credo, aprendeste deles muito do que é verdade real (...). Um raio de luz iluminou tua alma quando começaste a acreditar que um católico pode salvar-se e que Deus pode considerar com benevolência as orações dirigidas à Virgem (...) Percebeste a existência da intercessão dos santos e conheces a força da oração".

-- Seguidores de muitos tipos de espiritismo se autodenominam "os verdadeiros cristãos". Allan Kardec - ou os seus "espíritos superiores"! - escreveu "O Evangelho segundo o Espiritismo" como sendo a verdadeira doutrina cristã revelada!

Se os espíritas são os verdadeiros cristãos, então as Igrejas universalmente denominadas cristãs -católica e protestantes- não seriam verdadeiramente cristãs...

O certo, em todo caso, é que o espiritismo e o cristianismo são completamente diferentes, qualquer semelhança ou coincidência em algum pequeno ponto é mera exceção.

O cristianismo é doutrina diretamente ensinada em vida por Jesus de Nazaré e transmitida também em vida por seus apóstolos. Jesus e seus apóstolos, com os milagres, provaram que Jesus era o Cristo prometido por Deus no Antigo Testamento. Os milagres confirmaram a revelação bíblica como de Deus.

O cristianismo em nada se baseia nas "revelações" dos espíritos.
"Se alguém, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anunciar um Evangelho diferente do que vos anunciamos, seja anátema", escrevia S. Paulo (Gl 1,6).

-- Acontece, porém, que com muitos médiuns espíritas, os "espíritos superiores" revelam (?) temas em plena consonância com a doutrina cristã, completamente incompatíveis com a doutrina do espiritismo, alto e baixo.

Tratar-se-ia de espíritos ainda mais altos, superiores aos do alto espiritismo, superiores aos mahatmas do teosofismo e até superiores aos orixás e outras divindades dos diversos tipos de espiritismo? Não. Simplesmente é prova manifesta de que tudo depende do inconsciente dos médiuns, do ambiente...

-- Baste citar aqui, entre muitíssimos exemplos, uma quadrinha psicografada por Chico Xavier:

Acha ele -e acham os espíritas- que é o espírito do falecido poeta popular brasileiro Antônio Nobre (o "Anto") que lhe dirige a mão na psicografia destes versos dedicados aos velhos abandonados:
"Ó figuras de velhinhos que andais dormitando ao léu!


Como são belos os linhos

Que vos esperam no Céu!"

Nesses quatro versos, destila-se ampla contradição fundamental com a doutrina espírita. Grande médium, grande poeta. Espíritos superiores. Se, porém, o sofrimento fosse castigo de vidas anteriores, os velhinhos abandonados não estariam muito desenvolvidos espiritualmente. Nem o próprio Chico Xavier, pois além de doente, levou desde a infância uma vida de sofrimentos. Nem o poeta do além seria espírito superior. Esperar-lhes-iam ainda muitas outras reencarnações, mas, não obstante, fala-se aqui de um nascer venturoso no além, sem pesado carma. Fala-se expressamente do céu.

A lógica (?) espírita deve optar entre a doutrina católica, que haveriia sido revelada aqui do além ao grande médium Chico Xavier, ou renegar da doutrina espírita...
Adorando o orixá da cachoeira.

"Espíritos" de coisas!

Aludi no artigo anterior ao que deveria ser -se não tivesse decaído -o puro espiritismo afro-brasileiro e o candomblé ortodoxo do Brasil.

Adorando o orixá da cachoeira.

Os espíritos comunicantes "jamais foram encarnados e não o serão jamais". Assim se pensava no início do espiritismo africano. Todas as coisas estão animadas, tudo tem alma. O espírito do trovão, do rio, do mar... O mesmo com as plantas. O mesmo com os animais. E as almas de todos os animais, vegetais e coisas eram pequenos (?!) deuses. Bons e maus. Orixás e exus.

&& Ao longo dos séculos os exus e orixás, os daímones e outras divindades do animismo primitivo foram cedendo passo à ciência e se transformando. As divindades subalternas que animavam todos os elementos da natureza experimentaram o duplo movimento de vaivém.
1º) O avanço da ciência suprimiu essas divindades das forças naturais.

E a "alta magia" aceitou esse progresso, começando a falar de elementais ou "espíritos dos elementos".

A antiga e "alta magia" dividia os elementais em quatro categorias: salamandras ou espíritos do fogo, silfos ou espíritos do ar, ondinas ou espíritos da água, gnomos ou espíritos da terra.

Pela palavra espíritos designavam algo sutil, invisível e de existência temporária; nada, absolutamente nada tendo de igual ou parecido com os espíritos dos mortos; nada, absolutamente nada tendo de espiritual. Só o nome.

2º) Aconteceu, porém, que os praticantes da magia e do ocultismo, assim como o povo, sem entender as teorias dos "mestres" voltaram a personificar os elementais. Não os converteram de novo em daímones ou orixás..., mas deram-lhes personalidade humana.

Esse antropomorfismo exotérico (externo) é completa deturpação dos conceitos esotéricos (internos ou ocultos). A maioria dos modernos teósofos, ocultistas, rosa-cruzes etc. cai nessa deturpação.

Os antigos magos hebreus também não evocavam os espíritos dos mortos, contra o que erradamente afirmam os "mestres" do espiritismo. Os magos hebreus evocavam Ob, que nada tem a ver com o espírito racional -neshamah-, nem com a alma (o que anima) sensitiva -ruah-, nem com a vegetativa -nephesh-.

O Ob dos hebreus designava praticamente a mesma coisa que a magia greco-romana chamava Manes. Os Manes também nada, absolutamente nada tinham a ver com os espíritos dos mortos, contra o que também erradamente entenderam os "mestres" do espiritismo.

Ob, Manes (e tantos outros nomes) não designam seres espirituais. Eqüivalem quase plenamente -prescindindo de detalhes em civilizações tão diferentes- ao conceito de elementais, conceito muito comum a muitas civilizações quando a reflexão no primeiro movimento do vaivém reagiu contra o animismo primitivo.

O conceito de elementais também nada tem a ver com os monumentais erros de perispírito, corpo astral, duplo etérico etc. considerados absurda e contraditoriamente envoltórios (?!) do espírito.

Bastem agora estas idéias gerais.
Esta mentalidade ignorante e primitiva, tendo degenerado mais ainda, prolifera em sincretismo com o espiritismo. Muitos povos ao longo da história, como ainda hoje povos "primitivos" (não só na África e no espiritismo latino-americano de origem africana...) conservam essa mentalidade.

-- Assim por exemplo, Maye se surpreendeu ao descobrir no moderno vudu haitiano que evocavam, além de mortos e deuses, os espíritos da locomotiva da localidade!

-- Entre os antigos Incas do Peru -e a doutrina se conserva- havia sacerdotes e virgens consagrados aos grandes deuses Sol, Lua, Estrelas...., e também os chamados Hecleloc, que incorporavam os deuses secundários e maus para fazer curas e adivinhações.

-- Na Patagônia, os epitéticos sempre foram considerados iguais aos sacerdotes e sacerdotisas em transe compulsivo, incorporados por divindades maléficas. Assim pretendem fazer curam e adivinhações.

-- A mesma coisa entre os índios carajás do Brasil.


-- Os batas, de Guiné espanhola, escolhiam seus sacerdotes -adivinhos, curandeiros- entre os loucos e seus filhos, respeitavam seus oráculos como de origem em diversas divindades.

-- Igualmente, os habitantes de Nias, ilha da Indonésia.

-- Para Kardec (no máximo do simplismo ou plena idiotice), todos esses deuses e espíritos são espíritos perversos de mortos. Seus oráculos, curas, adivinhações etc. são puros enganos mal-intencionados. Seus sacerdotes e sacerdotisas são médiuns de baixo calão.

O espírito dos animais! Tradicionalmente, desde épocas imemoriais até nossos dias, o povo chinês acredita que quando alguém, por crueldade ou libertinagem, mata um animal, o espírito (!?) da vítima incorpora-se ao agressor até a completa expiação da culpa. Dessa mentalidade surgiram práticas de desobsessão, doutrinamento, evocação dos espíritos dos animais mortos.

"Um homem e sua esposa, em Vang-Tcheu, tinham uma gata favorita, e esta gata deu à luz três gatinhos. Como a maioria de outros animais domésticos, esta família de felinos tinha suas tendências á rapina (gatunos!), e estava constantemente roubando diversos petiscos que uma jovem empregada reservava para si. No fim, a jovem ficou tão exasperada que matou gata e gatinhos, um após outros, em diferentes oportunidades".

"Em pouco tempo a moça foi afetada por violenta doença, miando e arranhando como um gato e apresentando todos os sintomas da raiva. Seus patrões, suspeitando a verdadeira (?!) causa dos ataques da jovem, exorcizaram a gata mãe, inquirindo por que tinha assombrado o corpo da jovem. A gata (?!), falando pela boca da jovem, relatou então os maus-tratos que recebera e contou o modo como foram mortos seus filhotes. Um afogado, outro despedaçado por um cachorro e o terceiro queimado vivo. Tudo isso foi dito pela própria jovem (é claro!), procedendo como uma gata, e depois caiu em convulsões aos pés da patroa" (prosopopéia e histeria).

Interrogada sobre este caso, respondeu outra revista especializada em assuntos da China: "Os chineses acreditam firmemente em histórias como a referida".

-- Camille Flammarion (colaborador de Allan Kardec) deixa transparecer toda essa mentalidade supersticiosa e profundamente ignorante de acreditar nos espíritos das coisas e dos animais, subjacente a tantos tipos de espiritismo. Pretendendo explicar as "casas mal-assombradas", escreve:

"Este primeiro conspecto nos patenteou uns tantos exemplos variados, extravagantes, inexplicáveis, pueris, de uma banalidade algo irritante (...). Que significação poderemos atribuir a esses efeitos incompreensíveis, cuja banalidade nos revolta? Eles revelam atos intencionais, idéias confusas, próprias de uma mentalidade inferior".

&& Em vez de assim detectar os fundos primitivos do inconsciente humano, responsável pelas chamadas "incorporações" (?!), sugere meio envergonhadamente:

"Neste nosso planeta não há exemplos de pensamentos sem cérebro. E no entanto, certos efeitos do raio deparam-se tão singulares que deixam a impressão de ocultos propósitos".

E em vez de detectar a sabedoria do Criador, de novo sugere o espírito das coisas e dos animais: "Por outro lado, as leis que regem o sistema planetário não derivam de um cérebro (...). Que é o instinto da galinha, que choca os ovos durante vinte dias para gerar os pintinhos?" E até o afirma despudoradamente: "Há espírito na natureza".

&& Tal e tão extremo golpe à unanimidade da revelação espírita, desferido pelo sucessor de Allan Kardec na presidência do espiritismo internacional...

Até as plantas teriam espíritos humanos e "espíritos" de animais! Duas orquídeas.
Nem anjos nem demônios. Dediquei um amplo livro, "Antes que os demônios voltem", a pôr luz nas dicussões teológicas e cientificas, que sempre houve, esparsas, e hoje são mais generalizadas. Aqui bastem estas idéias gerais: Os anjos de que se fala na Bíblia são simplesmente um modo respeitoso de se referir a Deus. Mas esta "suplência" ou artifício de linguagem não exclui -antes supõe -a existência de anjos.

Existem anjos rebeldes ou diabos? Apesar de o tema não ser propriamente bíblico ou parte da Revelação Divina, é uma verdade geralmente admitida por outros argumentos filosófico-teológicos. Há criaturas espirituais, unicamente espirituais, anjos. Se livres, alguns viriam a ser diabos (depois, erradamente, confundidos com demônios etc.).

Aceita-se a possibilidade de que milhares de místicos católicos, que ao longo dos séculos acreditaram estar em íntima comunicação com os anjos da guarda, projetassem e dramatizassem assim simplesmente seus sentimentos de união com Deus.

Citam-se milagres, falsos ou verdadeiros, dos anjos: seriam, nos falsos milagres, erros de interpretação de fenômenos parapsicológicos humanos; e nos verdadeiros, milagres de Deus.

Allan Kardec acreditando fundamentar-se nos "espíritos superiores" dos mortos, liquida a discussão: de Deus até o homem só existem espíritos de mortos.

Nisso os davinianos concordam com os Kardecistas. Escrevia Andrew Jackson Davis: "Há uma corrente que se estende do homem à Divindade. E uma corrente do homem em diversas etapas de progresso (...). Lembremo-nos de que todos os espíritos e anjos já foram homens".

A petulância de Allan Kardec chega ao máximo. Nem sequer conhece a vida dos santos, garante, porém:

Os anjos da guarda são espíritos guias, e os anjos em geral são espíritos bons de mortos, quando se comunicam com médiuns que apóiam a doutrina por ele codificada. Se não, mesmo os maiores santos são frívolos; e os anjos da guarda, tão benfazejos, na realidade são espíritos malignos de mortos!

& Por outro lado, negar a existência de seres espirituais que não foram homens rompe todos os limites da petulância. É pôr-se contra toda a filosofia, contra todas as religiões, contra toda a tradição judeu-cristã, e inclusive contra espíritas mais cultos, como por exemplo Oliver Lodge, que também defende a necessidade filosófica de que Deus haja criado seres plenamente espirituais, anjos.

E o próprio Deus. A Bíblia alude aos "terafim" (Gn 31,19; Jz 17,5; 1Sm 15,22. 19,13), ídolos domésticos, equivalentes aos deuses Penates dos romanos. Pelos movimentos inconscientes transmitidos à estatueta (paracinesia) serviam para adivinhações.

No Efó os sacerdotes levavam as "sortes sagradas" para adivinhações (1Sm 2,28; 14,18s.; 23,9s.; 30,8; Jz 17,5; 18,14s). Se por sorte saía a madeirinha chamada Urim significava sim; saindo o tummin seria não (Cf. 1Sm 14,41).

Inicialmente os hebreus acreditavam, com o beneplácito dos sacerdotes oficiais e levitas, que o próprio Deus dava respostas por intermédio dessas técnicas adivinhatórias.

&& Não corresponde à Bíblia ou à teologia a interpretação dos fatos do nosso mundo, mas transmitir e interpretar a doutrina sobrenatural, a Revelação Divina. Os antigos hebreus atribuíam a Deus esses fatos, hoje bem conhecidos e explicados pela parapsicologia. É certo que tudo provém de Deus, geralmente através das "causas segundas", mas aqui estamos falando da procedência direta, muito diferente, os milagres.

Na verdadeira doutrina bíblica, esssa prática supersticiosa era condenada. Possivelmente referindo-se também a instrumentos de adivinhação idênticos ou parecidos com os que hoje se chamam, respectivamente, "prancheta" ou "oui-já" (igual à "brincadeira do copo" etc.) e varinha do rabdomante, o profeta denunciava em nome de Deus: "Meu povo consulta o seu pedaço de madeira e o seu bastão faz-lhe revelações (...). Eles se prostituíram, afastando-se de seu Deus" (Os 4,12).

Manifestamente superstição dos hebreus primitivos. A partir da época davídica, essas práticas foram abandonadas. Eram fenômenos parapsicológicos, nada tendo a ver nem com manifestações de Deus.

-- Allan kardec, porém, e os demais líderes do espiritismo estão seguros de que os fenômenos atribuídos a Deus pelos hebreus deviam-se a espíritos de mortos. E espíritos maus, pois revelavam doutrina distinta de Allan Kardec!

Segundo Lombroso, eram "instrumentos aptos a estabelecer comunicações com o Além-túmulo".

De Vesme arrisca: "Provavelmente não eram mais do que instrumentos mediúnicos".
Igualmente consideram mediúnicos, devidos á intervenção dos espíritos dos mortos, diversos fenômenos parapsicológicos que alguns na Igreja Primitiva (com o mesmo erro dos carismáticos de hoje) consideravam carismas ou dons do Espírito Santo.

Conan Doyle, presidente da Federação Espírita Internacional, cita Sto. Irineu: "Ouvimos que muitos irmãos na Igreja possuem dons proféticos".
E Conan Doyle comenta: "Isto é, mediúnicos"!

Continua citando Sto. Irineu: "E falam, através do Espírito, diversas línguas e revelam, no interesse geral, coisas ocultas aos homens, explicando os mistérios de Deus".

Com a expressão "através do Espírito", evidentemente Sto. Irineu referia-se ao Divino Espírito Santo.

Conan Doyle, porém interpreta-a com referência ao espírito de algum morto. E acrescenta: "Nenhuma passagem poderia descrever melhor as funções de um médium de alta classe".
E agora, Allan Kardec? "De alta classe", apesar de serem sempre pessoas devotas e santas, ambiente e doutrina católica!

Pouco depois, os pretensos dons do Divino Espírito Santo (repito, salvo algum milagre, geralmente meros fenômenos parapsicológicos mal-interpretados) em pessoas devotamente seguidoras da doutrina católica, o "grande mestre" espírita Doyle ainda reiteradamente ensina que se trata de manifestações de espíritos de mortos:

"Quando Tertuliano teve a sua grande controvérsia com Márcio, tomou os dons mediúnicos para um teste da verdade. Nas Constituições Apostólicas estava discutindo esses dons ou variadas formas de mediunidade (...). Então como agora, a mediunidade tomava diversas formas, como o dom das línguas, de cura, de profecia e outros (...). Os vários dons, que em geral correspondem ás nossas diferentes formas de mediunidade".

&& Espíritos superiores e portanto com médiuns de alta classe segundo Conan Doyle, mas segundo Kardec e outros mestres do espiritismo, essas manifestações atribuídas a Deus seriam de "espíritos" baixos e médiuns frívolos! Até as pedras estariam com espírito humano e de animal. A esquerda se vislumbra o rosto de um homem. No meio "O cão sentado" e na frente do cão, embaixo, se vislumbra um macaco. Em Nova Friburgo (RJ).


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