Introdução - Milagre e espiritismo, teosofismo...e teólogos "modernizados"!
ESPIRITISO: O ERRO ELEVADO AO MÁXIMO - Como não podia deixar de ser, Allan Kardec pertencente a uma logia maçônica que só p0retendia atacar o Catolicismo, no fim do século XIX disfarçou de Espiritismo todas as heresias e ataques ao Catolicismo dos que teve notícia, deu tratos à bola para incluir no Espiritismo também o deísmo.

No Espiritismo, quanto mais
vulgares os desencarnados",
melhor para a mediunidade. Os "espíritos desenvolvidos" já estariam muito longe! (O jovem da foto, estudando Parapsicologia , abandonou decididamente oEspiritismo).
Como um papagaio, Allan Kardec repete todos os apriorismos dos racionalistas. Pergunta. "Deus faz milagres? (...) Deus os tem feito? Em outros termos: Deus derroga suas leis?"

--- Preciso responder? Também ele repete a espúria definição de milagre que já foi amplamente refutada em toda a serie anterior.

Nada adianta que, astuta ou ignorantemente, contra a autêntica definição de milagre (Fatos admiráveis realizados pôr Outra Força, não da natureza, intervindo no mundo), diga que não são milagres as que seriam contínuas intervenções dos espíritos dos mortos (Os parênteses a seguir são meus):

"O maravilhoso (os milagres em geral), expulso do campo da materialidade pela ciência (?), encastelou-se no campo da espiritualidade (no Espiritismo), que foi seu derradeiro refúgio. O Espiritismo, demonstrando (?) que o elemento espiritual (os espíritos dos mortos) é uma das forças vivas da natureza (?!), força essa que incessantemente age em conjunto com a força material, faz entrar os fenômenos (supostamente devidos aos espíritos dos mortos) no círculo dos efeitos naturais (?!) que dele haviam saído".

---- E acrescenta da própria seara novas contradições. A respeito de Jesus pergunta Kardec:

"Nas curas que operava, agia como médium? Pode-se considerá-Lo como um poderoso médium curador?" (E como se fosse em nome dos mais altos espíritos dos mortos, responde o próprio petulante Kardec): "Não; pois o médium é um intermediário, um instrumento do qual se servem os espíritos desencarnados (?). Ora, o Cristo não tinha necessidade de assistência (...) Aliás, qual seria o espírito que ousaria insuflar-Lhe? (...) Se Ele recebesse um influxo estranho, não poderia ser senão de Deus; segundo a definição dada por um espírito, era o médium de Deus".

- Flagrantes contradições. Antes disse que o último reduto dos milagres ficou com os espíritos dos mortos; contínuas intervenções através dos médiuns; mas que não são milagres. Agora diz que Cristo é o médium de Deus, médium insuflado por Deus; mas não aceita os milagres nem de Deus!!

Bom, só uma cabeça desparafusada - ou então mal-intencionada - como a de Kardec pode armazenar tantas contradições e tolices juntas em tão poucas líneas.

E também como um papagaio Gabriel Delanne, outro dos considerados máximos líderes do Espiritismo, repete mais uma vez em 1927 todas as tolices de Allan Kardec e as deturpações dos racionalistas:

"O Espiritismo repele o milagre com todas as forças. Faz de Deus o ideal da justiça e da ciência; diz que o Criador do mundo, tendo estabelecido leis que exprimem Seu pensamento, não pode derrogá-las (a espúria definição), pois que elas são a obra da razão suprema e é impossível qualquer infração a essas leis" (de novo a falsa definição).

Para o Espiritismo, Deus fica completamente marginalizado: Deus não faria milagres. Nem recebe culto. Nem seria Ele que revela a doutrina, seriam os espíritos dos mortos (?). Também os apóstolos, no dia de pentecostes, haveriam participado simplesmente de uma sessão com o espírito do morto (?) chamado Espírito Santo! Aliás, todos os espíritos de mortos (!) que haveriam revelado a Bíblia foram "corrigidos" (!) e completados (?) pelos espíritos dos mortos controlados por Kardec e seguidores. A Divina Providência estaria substituída pelos espíritos-guias. Deus não seria o Supremo Juiz, sê-lo-ia o Carma para reencarnações. Nem para entrar no convívio de Deus o homem precisaria de Deus, nem de Redenção, nem de Sacramentos...

---- O homem, natural, alcançaria por exclusivos méritos próprios até tais prerrogativas sobrenaturais. O efeito superaria a causa!

A noção de Deus-Protetor, que veio e vem em ajuda dos homens, é um elemento essencial em todas as religiões. No mais íntimo do homem, em todas as épocas e em todos os povos, reside a certeza da impossibilidade do homem resolver sozinho todos os seus problemas, e menos na passagem à eternidade. Toda divindade é concebida como protetora neste mundo e salvadora. Por isso também não existe nenhuma religião sem oração a seus deuses. Mas o Espiritismo saiu completamente dos trilhos. O Espiritismo caiu no mais extremo e absoluto deísmo.

Abramos um parêntese: O Candomblé, a Umbanda etc. são chamados "Baixo Espiritismo" em relação ao Kardecismo. Na realidade o Kardecismo é enormemente mais baixo, entre outros motivos e principalmente pela marginalização total feita a Deus. O chamado Baixo-Espiritismo não caiu no absurdo deísmo, e é precisamente por isso que é bem mais elevado que o Kardecismo.

O "Baixo-Espiritismo" rodopia ao redor de uma infinidade de orixás e exus, que seriam deuses, longe de prescindir de Deus como o Kardecismo. Mas o Candomblé etc., cai na contradição flagrante de inventar deuses-criados!. E tanto mais os cultuam e temem quanto mais baixos sejam esses deuses, ficando assim mais perto dos médiuns nessa imaginária escala politeísta. Também no Kardecismo, quanto mais baixos forem esses espíritos de mortos, tanto melhor para os médiuns. E esses espíritos de mortos, mesmo que fossem muito desenvolvidos, não são deuses, por isso é que o "Alto-Espiritismo" é "Baixíssimo-Espiritismo". Alem do mais, o Candomblé, etc., venera Oxalá, o Deus Supremo (no sincretismo identificado com Jesus Cristo). Fecho o parêntese.


Krishnamurti foi reparado
pelas fundadoras para ser o "Messias" verdadeiro. Mas com profundo estudo, abandonou a Teosofia e a criticou severamente.
OS TEÓSOFOS - Não é preciso multiplicar textos e apriorismo. É claro que Helena Blavatski, Annie Besant, Krishnamurti e demais líderes da Teosofia, mesmo que só fosse para se opor ao Catolicismo, logo aderiram ao racionalismo e caíram no deísmo.

Os conceitos católicos de confiança na Divina Providência, oração, graça, milagre, assim como os de Redenção, sacramentos, perdão..., estão nos antípodas da Teosofia. E são qualificados de imorais (sic). Orar a um Deus pessoal, apresentar-Lhe qualquer petição, ou filialmente esperar dEle qualquer coisa, não só na ordem natural mas inclusive na ordem moral e mesmo espiritual transcendente, para a Teosofia, como para o Kardecismo, seria "igual a uma flecha lançada ao vazio", uma conduta repreensível e que estaria fundamentada no erro.

OS ROSA-CRUZES - Pelo mesmo motivo de combate ao Catolicismo, a Antiga (?) e Mística (?) Ordem Rosa-Cruz (AMORC) aderiu ao deísmo sem a mínima reflexão crítica:
*** Escreve o "Imperator" da AMORC nas Américas do Norte e do Sul, Spencer Lewis: "O ser humano chegou a compreender (?) o princípio da imutabilidade tão bem (?) que sabe agora que nem mesmo o Mestre que originalmente concebeu e decretou essas leis imutáveis e que as colocou em funcionamento, mediante a palavra -Logos-, não pode sustá-las, modificá-las ou revogá-las. Um incidente de suspensão, uma demonstração de modificação privaria essas leis de sua justiça universal. Mas nem a história , nem tampouco a tradição registram um único caso autêntico de modificação das leis da natureza, inclusive das menos importantes".

---- De novo "murros no ar". De novo a definição espúria de milagre já tão incontestavelmente refutada durante dois séculos. Os milagres erradamente considerados, também pelos rosa-cruzes na sua grande ignorância ou má vontade, como derrogação ou suspensão das leis naturais.

O DEÍSMO HOJE - Hoje o deísmo se estende pelo mundo. O deísmo dos racionalistas, espíritas, teósofos etc.), com sua tão caricaturesca e bufa "argumentação" contra o milagre, irrefletidamente chegou a ser considerado indício de modernidade. Melhor seria dizer de tragicômico modernismo.

Assim, na terceira década do século XX, o romancista Anatole France ironizava os milagres: se Deus fizesse um milagre, estaria "estabelecendo uma desprezível diferença entre as manifestações gerais e as manifestações particulares de Sua atividade; reconhecendo que Ele faz de tempo em tempo tímidos retoques na sua obra; deixando escapar esta confissão humilhante de que a lerda máquina que Ele há montado precisa a toda hora, para caminhar, mais ou menos mal, do um empurrãozinho do seu construtor".


Quase ao pé da letra: ualquer bobagem é intervenção dos espíritos dos mortos e negam, sem estudo, os milagres verdadeiros... Isso não é próprio de seres umanos...
E A MAIORIA DOS TEÓLOGOS!! E junto a toda essa sarta de disparates, temos de colocar muitos teólogos protestantes (os chamados liberais) e muitos teólogos antigos (os chamados modernistas) e a maioria dos teólogos católicos de hoje!! (que com desprezo, sim, dos seus preconceitos, embora respeitando as pessoas) estamos chamando "modernizados. Na sua "irreflexão teológica" característica do preconceito modernista, na realidade aderiram ao deísmo!!

Assim disparata um dos líderes mais prestigiados pelos teólogos "modernizados", o padre Louis Evely: "Deus se fará reconhecer por sinais de poder, a golpes de força? O milagre degrada o mistério de Deus a um problema natural (realmente insuperável problema para os ateus, agnósticos, materialistas... e toda classe de deístas). Deus tomba sob nossas ações e se converte num objeto de constatação".

---- Respondo. Não Ele diretamente, senão o fato possivelmente supranormal, que deve ser estudado e analisado. É que os racionalistas e modernistas nem sequer sabem que toda a criação serve ao homem para constatar o Criador? Não sabem esses teólogos "modernizados" que o próprio Jesus Cristo, com seus apóstolos João e Paulo, anatematizam como indesculpáveis os que pelas criaturas não reconhecem a ação e existência do Criador? (Jo 15,22-24; Rm 1,20).

Citemos também Dom Terra, do Brasil, que resume o desorientado parecer da maioria dos teólogos de hoje:

Pretendendo orientar magistralmente aos "tradicionalistas", reafirma o conhecido disparate: "A relação Deus-mundo deve ser expressa sem imaginar a Deus como um Ser que intervém no mundo, pois nesse caso se colocaria Deus entre as causas segundas que Ele suplanta".

- "Subtilmente" estariam reconhecendo que se um modernista ou teólogo "modernizado" - porque os demais ficam de fora desse "argumento" - intervém entre os burros ou porcos, mesmo que seja para domá-los ou dirigi-los, seria um deles!

"O milagre (...) não deve ser entendido como acrescentado de fora à criação existente", continua Dom Terra.
---- É precisamente assim que deve ser entendido!: Outra Força não do nosso mundo realizando um fato perceptível superior `as forças do mundo.

"O milagre é uma atuação de forças presentes no mundo (?) segundo a própria regularidade, mas de modo tal que a combinação que se manifesta nesse momento não seria normalmente possível. O milagre se insere perfeitamente na atuação da ordem natural".

- Montanha de confusões:

1) Se fosse uma atuação de "forças presentes no mundo segundo a própria regularidade", não seria milagre, senão natural, regular, normal.

2) Se o milagre consistisse só nesse "de modo tal...", os teólogos confundem milagre com Divina Providência, mais ou menos especial.

3) Insistem em que o milagre consiste em que essa "combinação que se manifesta nesse momento não seria normalmente possível". É demais: confundem naturalmente com normalmente, comum: então os fenômenos parapsicológicos Extra-Normais -EN- e Para-Normais -PN- e qualquer outro fenômeno notável, não comum, ficariam incluídos pelos teólogos "modernizados" entre os que eles chamam milagres... entre os fenômenos, que os parapsicólogos chamam Supra-Normais -SN-

4) E concluem: "O milagre se insere perfeitamente na atuação da ordem natural". Perfeitamente? Na realidade só na base de preconceitos, confusões e tergiversações, pois não pode haver ignorância tão supina. Não conhecêssemos a força do preconceito patológico e teríamos de duvidar até da inteligência dos teólogos "modernizados"... Pura "irreflexão teológica" sem o mínimo estudo dos fatos.