Num ritmo crescente e avassalador os fenômenos parapsicológicos naturais são fomentados, comentados (donde surge o contágio psíquico alienante) e geralmente mal interpretados por toda classe de religiões, seitas, superstições, etc.
É necessário procurar a verdade religiosa e seus fundamentos. Para aprovar, com provas irrefutáveis, ou para negar muito do que sem a autêntica Parapsicologia passa como verdade revelada.
I) Autoridades do lado da Ciência.

Roger Bacon. Suposto retrato, exposto na “Cabinet des Estampes”, París
1) Precisamente Roger Bacon, o “Doutor Admirável”, que separou a Teologia do ensino da Ciência (na Idade Media as Universidades estavam todas em mãos do clero -“mester de clerecia” -, os leigos se dedicavam à guerra ou aos negócios), terminou por insurgiu-se contra o materialismo, a negação de tudo o que não fosse repetível à vontade, em que depois dele caiu a Universidade.
A “Ciência Estabelecida” nega sem estudo todos os fenômenos parapsicológicos, tanto os naturais (Extra-Normais, EN e Paranormais, PN),como também os milagres (Supra-Normais, SN).

Frederic W. H. Myers
2) Myers, precisamente um dos fundadores da “SPR, Society for Psychical Reseach” (esta uma espécie de “alma mater” da Parapsicologia) reclama com Bacon contra a “Ciência Estabelecida”, que “teve o desacerto de abandonar à autoridade eclesiástica e à fé o domínio das coisas e fatos que sem estudo foram considerados popularmente como religiosos. Tal separação não mais se justifica. Nós podemos (...) abordar o conhecimento ou estudo (...) dos fatos considerados religiosos com a mesma certeza e a mesma calma segurança às que devemos os progressos no conhecimento das outras coisas terrenas. A autoridade das religiões e da Igreja será assim substituída (nos fatos e partir deles) pela autoridade da observação e da ciência. Os impulsos (instintivos) da fé transformar-se-ão (graças ao fundamento científico nos fatos) em convicções capazes de fazer o ideal superior”.
3) O grande escritor Upton Sinclair: “Todas essas crenças desprezadas e deixadas de lado (pela “Ciência Estabelecida”), as chamadas superstições, lendas, mitos etc. devem ser retomados de uma a outra ponta, estudados e interpretados de novo pela Parapsicologia moderna. Não somente os milagres verdadeiros ou falsos, de Deus, deuses, e líderes religiosos, senão também
-- os fantasmas

Nos arquivos da “SPR”, consta a pesquisa sobre o caso do prestigioso engenheiro Italiano que em transe profundo e imobilizador, angustiado porque uma janela estava aberta, viu o fantasma da sua mãe vir fechá-la. A mãe não foi, mas a janela fechou (telecinesia)
-- as casas “mal-assombradas” (Poltergeister)
-- os feiticeiros e seus encantamentos (...),
-- demônios que obsessores

Ano 1566, o primeiro julgamento importante de três feiticeiras acusadas de mal-assombrar a fazendinha Chelmsford, em Essex (Inglaterra). No desenho a principal, Agnes Waterhouse, velha e viúva que afirmava servir-se para mal-assombrar do seu “acompanhante, Satão, como um cachorro preto”, com chifres e rosto de macaco
-- os êxtases

“Shakers” ou “Tremedores” (Sociedade que ainda hoje acredita que Cristo voltou por segunda vez encarnado na fundadora, a Madre Ann Lee, no século XVIII). No culto dançam até entrar em êxtase com forte tremor
-- tudo isso que muitas pessoas (com a “Ciência Estabelecida”) consideravam bagatelas, verifica-se que constituiu a chave de descobertas novas e importantíssimas”.
4) Os Prêmios Nobel Max Planck e Pascal Jordan: “A Religião e a Parapsicologia devem em comum levar adiante uma luta continua e sem descanso contra a incredulidade por um lado e por outro contra a superstição”.
5) Tyrrell, grande parapsicólogo, da Universidade de Oxford:
| A Parapsicologia penetra |
 |
Religião
Filosofia
Ciências de Observação |
6) Se não tivesse sofrido tanta lavagem cerebral, a “Ciência Estabelecida”deveria refletir sobre o ponto lógico, que para ela propõe Karl Adam, teólogo e parapsicólogo alemão: “O cientista não tem direito de pretender excluir a priori e por princípio, a possibilidade de uma intervenção de Deus no mundo. A única atitude razoável para o homem, do momento em que apareça a simples possibilidade de milagre (Supra-Normal, SN), mesmo que remota, é a procura humilde e respeitosa. Porque o problema de Deus (...) não é para nós da mesma ordem que a organização das formigas ou a vida dos insetos”.
Ora, se as formigas e os insetos e tantos outros temas de pouquíssima importância relativa são tão estudados por tantos e tão grandes cientistas, é realmente imperdoável que muitos desses mesmos cientistas (da “Ciência Estabelecida”), se neguem a estudar com a Parapsicologia o importantíssimo e transcendental tema dos possíveis fatos parapsicológicos. Isso, mais que puro apriorismo anticientífico, é mais bem já doença psiquiátrica. Ou então cristalizaram na mesquinhez. Fizeram-se “Pobres de espírito”, como dizia Charles Richet, “Prêmio Nobel” e pioneiro da Parapsicologia.

Charles Richet
7) Como dizia Karl Gustav Jung: “A finalidade da Ciência é servir à verdade do nosso mundo, sem a petulância de constituir-se num trono de só estudar a verdade comum, corriqueira, tangível”.
8) Bochenski, no seu prestigiadíssimo “História da Filosofia” demonstra o fato e a necessidade da “Grande ajuda mutua Religião e Ciência”.
9) E na “Física Moderna” Collingwood demonstra que é falsa a oposição entre Ciência e Religião.
10) Bertrand Russel, professor da “Universidade de Cambridge” e conferencista em Rússia, China e USA e autor de numerosos livros prestigiadíssimos, prova que “Religião separada da Ciência é pura invenção racionalista”.

Bertrand Russell
11) Pascal Jordan, famoso cientista que aderiu plenamente à Parapsicologia, exige “mútuo apoio Ciência e Fé”.
12) Albert Einstein: “Ciência sem Religião é paralítica. Mas Religião sem Ciência é cega”.

Einstein em desenho por Max Wulfant no arquivo da “Academie des Sciences”, Paris.
13) Thomas Alba Edison, com menos diplomacia que Einstein, proclamou: “Ciência sem Fé pode ser loucura. Fé sem Ciência é fanatismo”.
14) Michel Eyquem de Montaigne, experiente político, grande estudioso e escritor, teólogo e moralista: “É indispensável acompanhar nossa Fé com nossa razão”.

Michel Eyquem de Montaigne, desenho de Étiengne de Martellange
15) O grande sábio em numerosas ciências Claude Bernard: “Sem preconceitos religiosos nem absolutismo científico”.
16) Em conclusão, com todo direito os verdadeiros cientistas e os verdadeiros parapsicólogos podem aplicar à “Ciência Estabelecida” a frase bíblica: “Jactando-se de possuir a sabedoria, tornaram-se tolos” (Rm 1,22).
Igualmente os teólogos católicos ou protestantes que querem autonomia da Teologia ou da Fé, separada e sem fundamento nos fatos (Parapsicologia), colocam-se a si mesmos fora da realidade: loucura localizada, parafrenia.
II) Autoridades do lado da Teologia:
1) Pe. José de Tonquédec S.J., ótimo parapsicólogo, escolhido como juiz (contra) dos exorcistas na Diocese de Paris, como resposta “diplomática” às criticas de teólogos que sua atitude de teólogo-parapsicólogo despertou: “Talvez houvesse confusão inicial entre os parapsicólogos, mas muito pior foi e é entre os teólogos o desconhecimento de Parapsicologia”.
2) O Padre Parciorkowki, parapsicólogo e professor de Teologia em Varsóvia, exige, por causa da “Analogia dos fenômenos que fundamentam como base as diversas religiões. Portanto há que estudar (Parapsicologia) se existe diferença clara”.
3) Pe. Reginald Omez O. P., um dos melhores parapsicólogos: “Grande serviço à Religião será verificar o SN(Supra-Normal, milagre) autêntico, e separá-lo de imitações ridículas de certos movimentos religiosos. Como também é um grande serviço à Religião a luta científica (Parapsicologia) contra a superstição, contra o ocultismo, etc.”
4) Ou na expressão nada menos que do jesuíta Pe. Herbert Henry Charles Thurston, um dos mais prestigiosos parapsicólogos: “Embora os verdadeiros crentes (judeus antigos e depois os católicos) não possuem o monopólio de portentos e maravilhas naturais, os grandes prodígios (SN, Supra-Normais, milagres) que eles realizam com o poder do Altíssimo são em todos os sentidos mais estupendos que os prodígios naturais”. À Parapsicologia corresponde prová-lo.
5) O famoso teólogo Pe. Karl Rhaner S.J., que muito se dedicou à Parapsicologia, em carta ao Cardeal Landázuri, do Peru, afirma: “Hoje em dia não se pode fazer Teologia sem ter em conta as Ciências Profanas”. E após a carta confidenciou a uma testemunha: “Por favor, se não sabe Parapsicologia, não se chame teólogo. Sem Parapsicologia, em grande parte a Teologia não passa de disquisições”.

Pe. Karl Rhaner S.J.
6) O famoso teólogo Pe. Karl Rhaner S.J., que muito se dedicou à Parapsicologia, em carta ao Cardeal Landázuri, do Peru, afirma: “Hoje em dia não se pode fazer Teologia sem ter em conta as Ciências Profanas”. E após a cartaconfidenciou a uma testemunha: “Por favor, se não sabe Parapsicologia, não se chame teólogo. Sem Parapsicologia, em grande parte a Teologia não passa de disquisições”.
7) Moderno “Dictionaire de Theologie Cathólique”: “Não há mais que um método válido para estudar estes fenômenos de Possessão, Mística, Aparições etc. como não há mais que um método para estudar os Milagres: devemos nesta matéria revisar nossos juízos à luz dos progressos incontestáveis das Ciências Psíquicas” (Uns poucos usaram e ainda usam para a Parapsicologia o nome “Ciências Psíquicas”).
8) E o Cônego Frei William Rauscher, de New Jersey, comenta: “Na Igreja hoje devemos continuamente mostrar mais interesse pela Parapsicologia e todos os estudos parapsicológicos. Uma Igreja que não se interesse nisso está perdendo seu tempo”.
9) “Conferência Internacional de parapsicólogos cristãos” (Londres, setembro, 1978): “A parapsicologia pode ser definida como o imprescindível estudo científico dos fenômenos verdadeira ou erradamente considerados milagres”.
10) O mesmo já antes (Julio, 1980) se havia demonstrado no “Journal of Academy of Religion and Psychic Research”.
11) Como também é um grande serviço à Religião a luta cientifica contra a superstição, contra o ocultismo etc.: O Superior Geral dos Jesuítas, na “Congregação Geral 33”, adverte que precisamente “defesa e propagação da fé” era a preocupação básica do próprio fundador Santo Inácio de Loyola.

Santo Ignácio de Loyola
“È missão da ‘Companhia de Jesus’ anunciar o Evangelho aos não crentes e aos que crêem de maneira diferente, mais do que aos que são fiéis”.
12) Interessante a este respeito acrescentar a argumentação, quando ainda era luterano, antes de fazer-se católico, do famoso pastor luterano Joachuim Jeremias, contra Lutero, Bultmann... e contra teólogos auto-suficientes que proclamam “Fé sem Ciência” :
“A Encarnação implica não só que a história de Jesus é aberta à pesquisa histórica (...), senão que realmente a exige. Temos obrigação de saber quem era o Jesus histórico e qual era sua pregação. Não nos é lícito deixar de lado o escândalo da Encarnação. E, se nos for objetado que a natureza da fé seria falseada se transformamos conhecimentos históricos e científicos em objetos de fé (...), a única resposta a dar seria: o próprio Deus colocou-se em nossas mãos. A Encarnação é a entrega que Deus faz de Si mesmo, e a isso temos de responder sim”.
Etc., etc. Pois os textos são inumeráveis, embora não se cumprem. Em geral, pleno desconhecimento de Parapsicologia e enorme influxo da “Ciência Estabelecida” que só aceita como método científico o repetível às vontade, tangível... Interesse exclusivo pelo material. Para ela os fenômenos parapsicológicos, pois são espontâneos, incontroláveis... não existem.