RESISTÊNCIAS
I) De certos cientistas. Resistência muito sentida por luminares da Parapsicologia:
1) Werner Keller: “A irrupção da Parapsicologia num mundo além do comum e além dos sentidos, até agora não pesquisado, os novos conhecimentos e perspectivas tão revolucionárias (...) e atualmente incontestáveis significa uma inaudita provocação para a “Ciência Estabelecida” (...) Ver-se-á obrigada a recolher a luva (...), já não poderá lhe dar as costas. Haverá uma reação em cadeia (...) Mas uma coisa pode-se afirmar: os resultados das pesquisas da Parapsicologia (...) arejarão com sua atmosfera fresca e vital as salas de outras disciplinas. Varrerão o pó e porão dúvidas ou lançarão pela borda muitas negações ou afirmações que sempre foram dadas por estabelecidas. Quase nenhuma ciência será respeitada. Porque a Parapsicologia bate implacavelmente em muitas portas, seja a Física, a Biologia, ou a Teologia”.
2)Monsenhor Jerôme Ribet: “Mas, me dirão, você sai aqui do seu domínio e invade um outro, o da Mística ou Teologia (...), expressão da verdade religiosa. Não aceito este limite que pretendem me impor. A Ciência não pode reconhecer outros limites que a debilidade do espírito humano, e nada que é observável ou daí dedutível é estranho a seu domínio (...) Os gregos, os egípcios, os hindus, os budistas etc. têm seus místicos. A Parapsicologia nisto não está de maneira nenhuma desviada do seu caminho”.
II) De certos teólogos
O jesuíta Pe. Herbert Thurston, depois de Bento XIV talvez o melhor parapsicólogo de todos os tempos, após muitas críticas por teólogos, seus superiores jesuítas proibiram-lhe publicar e lecionar. Até sua morte.
Felizmente seus escritos foram posteriormente publicados pela sua família. Inicialmente o Pe. Herbert Thurston escreveu para se defender (inutilmente!): “Se com freqüência tenho me inclinado a uma explicação natural de certos fenômenos comumente considerados milagres, foi porque fenômenos análogos, autenticados com boas provas, são encontrados nos anais de pesquisa parapsicológica. Os vôos de São José de Copertino parecem-se muito com as levitações de Daniel Douglas Home”.
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| Home, o mais completo psíquico |
Uma levitação de Home |
“Os suaves aromas que intermitentemente associavam-se aos êxtases de santos como Santa Catarina de Ricci ou Santa Verônica Giuliani têm centenas de paralelos, p.ex. na fragrância (= Osmogênese) percebida durante as sessões de Stainton Moses”.
“Muitos casos registrados, nos que o Santíssimo Sacramento voou do altar ou das mãos do sacerdote aos lábios de uma comungante em êxtase, podem considerar-se como uma forma do fenômeno muito conhecido pelos parapsicólogos sob o nome de telecinesia”.
“Certas bilocações que se contam na história de alguns santos parecem ser comuns, a julgar por casos similares pesquisados p.ex. por Gurney e Myers no seu ‘Phantams of the living’” (Embora, como em todas as classificações de fenômenos parapsicológicos há também bilocações muito superiores --SN, Supranormais, milagres --, como p.ex. certas bilocações de São Afonso Maria Ligório ou São Francisco Javier).
A irradiação luminosa (= Fotogênese) de que se fala na vida de tantos santos em êxtase, p.ex Santa Catarina de Siena ou o Santo Cura D’Ars, ocorre também, com freqüência, em manifestações de Home, Eglinton e outros muitos em transe”.
“Desenhos, ainda conservados, feitos automaticamente p.ex. pela Beata Crescência Hörs no começo do s. XVIII, tiveram seus paralelos (...) em notáveis desenhos automáticos (= Psico-picto-grafia) realizados pela Srta. F. C. Thompson e a Srta. Heron Maxwell, que nunca receberam ensino artísticonenhum, nem praticaram”.
E poderia continuar em centenas de páginas, apresentando a oposição de teólogos à Parapsicologia, sem nada haverem estudado ao respeito. E de Seitas pentecostais, carismáticos e tantos grupos que constantemente giram sobre fenômenos parapsicológicos, mas erradamente interpretados de modo muito diverso que a Parapsicologia.
Respostas:
1) Jó: “Acaso Deus necessita das vossas mentiras, para que no Seu nome faleis enganos?” (Jó 13,7).
2) Isso é infantilizar o povo.
3) Ficam mais vulneráveis.
4) Dom Bento Jerônimo Feijó, beneditino, já reclamava inclusive antes da fundação oficial da Parapsicologia: “Não duvido que haja alguns que por um piedoso mal fundado temor, não aprovem que eu tenha publicado estas (...) notícias, e menos em língua vulgar (...). Pretendem que o povo seja deixado tranqüilo em alguns erros (...), temendo que o esclarecimento entibie substancialmente o seu Catolicismo (...). Isso é tanto como supor que a conservação da verdade depende do erro. Tanto mais sólida será a fé no povo quanto mais despida de crenças vãs. A doutrina tanto mais sadia será como alimento da piedade, quanto mais depurada de pó e palha”.

Leão XIII, por Horace de Vernet, no Castelo de Versalhes.
5) Termino com o alerta lançado pelo papa Leão XIII em alocução aos cientistas com palavras tomadas de Cícero: “Deve–se procurar com todo esforço (...) refutar todos os enganos e falsidade. Tenham presente por cima de tudo que a primeira lei do sábio manda que não ouse dizer nada falso, e a segunda que não tema dizer toda a verdade”.
III) Por fim, a posição oficial. Lamentavelmente falta a conveniente divulgação e a realização.
1) Bento XIV: “Máximo comum interesse Teologia-Ciência”
2) Leão XIII recomendou promover financeiramente a pesquisa e divulgação das novas descobertas na relação “Fides et Ratio” (= ”Fé e Razão”). E com essa finalidade o mesmo Leão XIII mandou abrir urgentemente um “Centro de Estudos”, inaprazável, apoiado pela Hierarquia. A direção foi encomendada a Gabriela Lambertini (atenção ao sobrenome. O insuperável conhecedor de Parapsicologia Bento XIV se chamava Próspero Lorenzo Lambertini).
3) “La Civiltá Cattolica” pede a “verificação e diferenciação (=Parapsicologia) dos fatos. Única maneira de evitar estradas aberrantes e defender o verdadeiro misticismo”.
4) “L’ Osservatore Romano” reconhece: “No fim dos anos 70, teólogos caíram na conta de que é necessário reconstruir a Teológica ab imis fundamentis” (= desde os mais profundos alicerces).
E recomenda: “Deve apoiar-se a Parapsicologia, necessária na Pastoral, pois todos podem apresentar problemas pelo contato com o Espiritismo, Esoterismo e Religiões Independentes” (como os Evangélicos, Pentecostais --que deram origem aos Carismáticos -- etc.).
E, importantíssimo, acrescenta em nome da Igreja: “Mandamos que em todos os seminários se preparem os alunos nas aulas de Teologia e Apologética para o combate eficiente contra o Espiritismo e demais erros”.
5) E em conseqüência dessas exigências, esforços, proclamas e apelos, na “Universidade Lateranense”, do Vaticano, onde estuda todo o clero diocesano de Roma, e muitos outros vindos de outros países, é obrigatório para os futuros sacerdotes o estudo da Parapsicologia durante um semestre. Sob o magnífico professor Pe. Andreas Resch. E assim, entre outros louváveis exemplos, na “Faculdade de Teologia Pio XI”, “campus” em São Paulo da “Unisal” (Universidade Salesiana) pertencente à “UPS” (Universidade Pontifícia Salesiana) de Roma, há já muitos anos que a Parapsicologia é matéria obrigatória, também por um semestre, aos estudantes de Teologia, aulas ministradas pelo CLAP.
6) O “Moderne Dictionaire de Theologie Cathólique” proclama: “Não há mais que um método válido para estudar estes fenômenos de Possessão, Mística, Aparições etc. como não há mais que um método para estudar os (verdadeiros ou falsos) Milagres (...): devemos, nesta matéria, revisar nossos juízos à luz dos progressos incontestáveis das Ciências Psíquicas)” (Uns poucos usaram e ainda usam para a Parapsicologia o antigo nome Ciências Psíquicas).
7) O magnífico professor de Religiões comparadas, Pe. Pinard De La Boulaye, insiste: “A Psicologia Experimental e especialmente a Parapsicologia estão no seu terreno próprio quando tentam avaliar, nos fenômenos religiosos e seitas aquilo que é explicável por causas naturais”.
8) CELAM (= “Conferência Episcopal de América Latina”), bem encarecidamente e com muito elogio recomendou o estudo da Parapsicologia a todos os padres e agentes de pastoral.
E depois confirmado na Reunião do CELAM em Rio de Janeiro, onde encare com particular ênfase que “nos Seminários Maiores e Institutos Teológicos dos religiosos se estabeleçam cursos especiais (Parapsicologia) sobre as heresias (Repetimos, hoje há mais de 56.000 religiões, e continuam multiplicando-se) e superstições (inumeráveis) atualmente disseminadas”.
9) CNBB (= “Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil”), em reunião celebrada em Roma, já em 1953 mandou que ninguém se ordene de sacerdote, nem seja catequista, nem agente de pastoral sem haver estudado Parapsicologia.
É um objetivo a alcançar, pois ainda faltam professores. Em decorrência desse desejo oficial da hierarquia, o CLAP abriu o “Curso de Pós-Graduação”, principalmente com o intuito de formar professores.
Mas para todos os agentes de Pastoral, é suficiente o curso intensivo em dez dias, que todos os anos (somam já 32 anos), assistido (e elogiadíssimo) já inclusive por vários senhores Bispos, o CLAP ministra no final do mês de Janeiro (Cfr. Site do CLAP: www.clap.org.br).
10) Após árduos trabalhos, a Parapsicologia conseguiu por fim ser reconhecida e respeitada como ciência de vanguarda. O reconhecimento oficial como ciência data de 1953, após o “Primeiro Congresso Internacional de Parapsicologia”, celebrado na “Universidade Real de Utrecht”, Holanda. Nessa mesma data e Universidade surgiu a primeira cátedra de Parapsicologia.
Posteriormente foram-se multiplicando as cátedras de Parapsicologia em muitas Universidades. E os Congressos em vários países.

Por exemplo, entre tantos congressos, participantes do celebrado em Londres em 1973.
E a Parapsicologia é reconhecida pela “Sociedade Internacional para o Avanço da Ciência”.
E a UNESCO, em frase do seu presidente J. Huxley, declara: “Deve a UNESCO
(...) zelar particularmente para que se explorem com bastante cuidado os domínios situados nos confins da ciência (... ), o que na hora atual se chama Parapsicologia”
V) Um pouco mais sobre a importância.
Pascal Jordan, profundo parapsicólogo, garante: “A penetração cada vez mais profunda (nos fatos misteriosos: Parapsicologia) faz-nos penetrar cada vez mais nas idéias religiosas despidas de superestruturas humano-históricas”.
Acertadamente o grande parapsicólogo Pe. Gerard Frei proclama: “Por cima da Psicologia, Psiquiatria, Antropologia, História, Arqueologia e qualquer outro ramo da ciência, a Parapsicologia é o ramo da ciência atual que mais contribui ao maior conhecimento do homem e os temas transcendentes com ele relacionados”.
E o Prêmio Nobel Henri Bérgson junto com Werner Keller esperam que a Parapsicologia, “esta nova ciência recuperará o tempo perdido por séculos de numerosas religiões irracionais por um lado, e do materialismo por outro”.

Professores numas conferências em 1909, nos E.U.A. Freud na primeira fileira com bengala e cigarro na mão. Jung no outro extremo.
Por esses motivos, e também apoiado em muitos cientistas inclusive em Jung e mesmo em Freud, que terminaram sendo grandes entusiastas da Parapsicologia, deduz e confirmam Gilbert Murray e Harry Price, ambos professores na “Universidade de Oxford: “A Parapsicologia é o mais importante campo de pesquisa jamais empreendido pelo homem, e é dever de todo cientista familiarizar-se com ela”.
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Gilbert Murray
Presidente da SPR em duas ocasiões
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Harry Price
Fotografado em 1926 no seu
magnífico laboratório em Londres |
Assim o Prêmio Nobel Charles Richet titulou a Parapsicologia como “a grande esperança”, e o célebre filósofo católico Gabriel Marcel concretiza: “A revolução na ciência causada pela Parapsicologia fará que ninguém possa ser materialista e abrirá a prisão em que o agnosticismo e ateísmo(e as superstições, muitas das quais surgem como reação ao agnosticismo e ateísmo) encerraram a humanidade”.

Carles Richet, Premio Nobel em Fisiologia e “iniciador da Parapsicologia”.
Entre as superstições no Brasil devemos destacar o Espiritismo (só superstição, nem sequer é religião por mais falsa que se imagine). Brasil é o país mais espírita do mundo. Há no Brasil muitíssimos mais espíritas do que em todo o resto do mundo junto.
Daí mais um grande motivo para fomentar a Parapsicologia, que refuta completamente tão grave superstição. Os líderes do Espiritismo o reconhecem. Assim a “FEB” (= “Federação Espírita Brasileira”), na revista mais conceituada por eles entre as revistas espíritas, “O Reformador”, recomenda: “Apresentemos-nos nós como parapsicólogos, antes que a Parapsicologia acabe com o Espiritismo”.
E por isso até abriram em Curitiba uma “Faculdade de Parapsicologia e Espiritismo”. Mas, claro, quando pretenderam conceder diplomas oficiais aos alunos que terminaram tal “Faculdade”, o MEC (= “Ministério de Educação e Cultura”), a rejeitou plenamente e tiveram que fechá-la.
É importantíssimo estabelecer cientificamente se há milagres (SN, Supra-Normal) e estabelecer a diferença entre verdadeiros e falsos milagres. Assim o Bispo Dom Francisco Silva proclama: “No estudo do maravilhoso pela Parapsicologia (...) há uma ação da Divina Providencia, que nesse terreno novo prepara uma apologia brilhante da Fé”.
Neste sentido terminamos com a exortação, entre tantas que poderíamos citar, do grande parapsicólogo Pe. Giovanni Battista Alfano junto com o Pe. Antônio Bruers: “Aproveito a ocasião, eu, sacerdote católico (...) para exortar vivamente meus colegas no sacerdócio (e todos os agentes de pastoral e educadores) a cultivar o estudo da Parapsicologia (...).
Devemos antes de mais nada reconhecer a realidade dos fatos parapsicológicos naturais (EN = Extra-Normais, e PN = Para-Normais), para depois poder demonstrar em que medida (...) são diferentes as manifestações bíblicas, hagiográficas, e mesmo hoje, de claro caráter divino (SN = Supra-normal, milagre). Este é o único modo de fazer pastoral e assim poder ensinar Religião racionalmente”.