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Esta área é reservada para o internauta mandar a sua experiência com fenômenos parapsicológicos. Nossa equipe seleciona, analisa o caso e esclarece as dúvidas.

 

Fantasma de uma menina no corredor
Graça Maria Mihoto:  Formada no Curso de Pós Graduação em Parapsicologia do CLAP

Amigos internautas... Incrível como esta foto corre na Internet... Como causa espanto e curiosidade não é mesmo Glauco, Joel, Diogo, Kellen... Entre tantos...

Caso:

Explicação:

Ao olharmos, rapidamente, para a foto poderíamos acreditar, num primeiro momento, que trata-se de uma escotografia.
                     
Escotografia é um fenômeno parapsicológico de efeito físico, pelo qual o pensamento exteriorizado telergicamente pode ser captado ou fotografado. Isto quer dizer que o pensamento de alguém, involuntariamente e incontroladamente, pode ser tão forte que se exterioriza densamente e uma película fotográfica, muito sensível,  pode captá-lo.
                    
Esse fenômeno, embora possível, é extremamente raro e facílimo de ser fraudado. Justamente porque é muito fácil de ser fraudado foi muito difícil estudá-lo cientificamente.
                   
Cientistas como A. AKSAKOF e McCARTHY da Society for Psychical Research  tiveram  muita dificuldade de comprovar a existência  desse fenômeno,  durante o fim do século XIX e no início do século XX, pois nessa mesma época,  surgiram inúmeros fotógrafos espíritas, que ganharam dinheiro fotografando  “espíritos de pessoas mortas”, tais como Buguet e Leymarie na França; Reimers na Alemanha; Damiani na Itália; Hope, Mrs. Deane, Hudson, Parkes, Willie, Boursnell e outros na Inglaterra.  Usavam peças de manequins, pinturas com sulfato de quinino ou poções de “marrão” da Índia.
                     
A foto em questão é verdadeiramente um truque fotográfico. Vê-se claramente que o rosto do “espírito” é um manequim. A luz amarela que emana dos orifícios oculares nada mais é do que uma pintura feita com sulfeto de quinino ou fluoresceína.
                  
Esse ácido torna-se completamente transparente ao ser desenhado sobre a película fotográfica, mas tornam-se visível com a exposição de luz efetuada pelo flash ou à luz de um cartucho de magnésio (como era usado no século XIX).
                
Aliado a tudo isso notamos o sensacionalismo criado sobre a foto. Várias chamadas dizem: “Não olhe a foto!” “Cuidado, não fixe seu olhar mais de trinta segundos!”.
               
A sugestão imposta pelo sensacionalismo provoca o medo e, conseqüentemente, uma ilusão, uma alucinação coletiva.
                           
É evidente que esta imagem horrenda não é de uma criança de 7 anos!  E o ursinho perdido na mão do manequim fotografado mais parece uma boneca destroçada.
                      
O mistificador quis produzir um fantasma. O modelo é um manequim vestido com roupas escuras, fotografado diante de um fundo claro e com luz tênue.
                       
Tivemos ao longo do século passado, comprovados casos de escotografias.   Algumas captaram imagens de objetos, de pessoas vivas ou mortas, porém todas as imagens fotografadas foram captadas a menos de 50m do dotado que exteriorizou o pensamento captado, isto é, a pessoa dotada de fenômenos parapsicológicos emana um pensamento involuntário e incontrolável tão forte, tão denso sobre outra pessoa (viva ou morta) ou um objeto, que esse pensamento se condensa telergicamente  no espaço e pode ser fotografado, mas nunca mais do que 50m daquele que emitiu o pensamento.

Mas com certeza não se trata do caso em tela, que se constitui de uma fraude e fraude bem barata.